BOLA DE MENOS, VITÓRIA DE MAIS

Palmeiras sofre com retranca do Cuiabá/MT, mas vence e mantém ponta do Brasileirão

Meus amigos.

Não é fácil ser eliminado de um torneio importante por uma equipe que, sabe-se, é indiscutivelmente mais fraca.

Não é fácil ser eliminado de um torneio importante mesmo tendo vencido a partida.

Não é fácil ser eliminado de um torneio importante sabendo que, não fosse um erro da arbitragem (aliás admito pela própria CBF), isso não teria acontecido.

Não é fácil ser eliminado de um torneio importante por também saber que, não fossem seus próprios erros individuais e coletivos, hoje a equipe estaria classificada.

Diante de tal situação, era mais do que esperado que nesta segunda, apenas quatro dias depois, o Palmeiras não jogaria um futebol de encher os olhos. Ainda que os discursos tenham sido em sentido contrário, a verdade é que nosso time estava, sim, abalado psicologicamente, e isso também contribuiu para que seu desempenho fosse bem inferior ao que estamos acostumados. Para piorar ainda mais, o adversário desta segunda-feira atuou tão fechado, mas tão fechado, que chegou a lembrar o time “deles” quando era dirigido por Fábio Carille.

Daí que a vitória por 1 a 0, sofrida e chorada, acaba se tornando importantíssima, e não apenas porque isola o Verdão na liderança do Campeonato Brasileiro. Na verdade, estes três pontos certamente servirão de impulso para que mais resultados positivos possam ser obtidos, e possivelmente com menor dificuldade.

Há jogos, prezado palmeirense, que a bola pode até ser pequena, mas o resultado, ver-se-á mais à frente, acaba sendo gigante.

O MELHOR: DANILO
Muito Bom – Nota 6,5

Hoje Danilo aproximou-se bem mais daquele Danilo que começou o ano mostrando um talento avassalador e que chegou à Seleção Brasileira, algo raro em se tratando de um jogador que atua no Brasil. Esteve perfeito nos desarmes, foi essencial nas coberturas e ainda iniciou algumas jogadas ofensivas.

MERECE DESTAQUE: MAYKE
Muito Bom – Nota 6,5

Ok: é verdade que teve a valiosa ajuda de Gustavo Scarpa na marcação, como se sabe seu ponto mais fraco. Porém, ofensivamente Mayke foi muito bem, sendo muito importante tanto no apoio quanto nos lançamentos – num deles, por sinal, deu o passe final para Gabriel Veron marcar o único gol do jogo.

PALMAS PRA ELE: GABRIEL VERON
Muito Bom – Nota 6,5

Nem vou comentar o que ele fez na semana passada, até porque talvez não o tenha feito por acaso (os bons entendedores entenderão). Assim, limito-me a analisar o que Gabriel Veron fez hoje e, neste quesito, ele merece a avaliação e a nota acima lhe conferidas porque, além de ter marcado o gol da vitória, ainda cumpriu bem uma função à qual não está acostumado – o comando do ataque.

Confira abaixo avaliações de todos os demais profissionais que participaram do jogo de hoje:

Piquerez, Dudu e Abel Ferreira – Bom: nota 6
Gustavo Scarpa, Zé Rafael, Wesley e Breno Lopes – Satisfatório: nota 5,5
Weverton, Gustavo Gómez, Murilo, Gabriel Menino e Atuesta – Regular: nota 5
Raphael Veiga – Ruim: nota 4,5
Vanderlan – Sem Avaliação: sem nota

FOTOS: CÉSAR GRECO /AG. PALMEIRAS

8 Responses to BOLA DE MENOS, VITÓRIA DE MAIS

  1. Leonardo Madureira

    Boa tarde Márcio. Estou ansioso para saber sua resposta à pergunta do Valter. Sobre outro assunto, não achou a venda do Verón por um valor muito baixo? Ou tem algo nos bastidores que não querem que a torcida saiba?

    • Márcio Trevisan

      Oi, Leo.

      A resposta ao Valter está aí embaixo e segue também por aqui: o primeiro erro foi do bandeirinha. Ele poderia ter solicitado ao VAR que aplicasse a linha para ver se Calleri estava ou não impedido.

      Obviamente, ele não faria isso pois deixaria claro que não tinha certeza do que marcara. Tal fato gerou o segundo erro: os dois árbitros de VAR não se atentaram para a possibilidade de impedimento pois estava focados – e neste caso impressionantemente focados – em convencer o árbitro central (Vuaden) de que houvera acontecido um pênalti. Aí é que está o “x” da questão: por que tanta insistência, quase aos berros, para que fosse dado o penal ao São Paulo?

      Por fim, a partida não pode ser anulada em hipótese alguma pois o erro que houve (aliás, admitido pela própria CBF) foi de fato, e não de direito (como aquele famoso pênalti marcado para o Palmeiras e depois cancelado pelo árbitro da finalíssima do Paulistão de 2018, contra “eles”. Naquela oportunidade, o árbitro central (Marcelo Aparecido Ribeiro de Souza, que depois daquele jogo desapareceu do mapa) utilizou-se de uma informação extracampo para mudar sua decisão, e isso é proibido pela International Board.

      Em relação ao Gabriel Veron, creio que o valor foi até alto. Para um jogador que prometia muito e entregou quase nada, que mais esteve no DM do que em campo, que desfalcou o time em decisões e nem inscrito para o Mundial deste ano foi e que aprontou o que aprontou na semana passada (se bem que, neste caso, está mais do que óbvio que ele deu um empurrãozinho para ajudar em sua saída do clube), tá bom demais. Além disso, vale lembrar que o Palmeiras ainda ficou com 10% dos seus direitos econômicos, e isso significa grana em caixa assim que o Porto/POR quiser se livrar dele.

      Abs.

  2. roberto alfano

    Boa tarde caro Trevisan, diz tudo sua ótima crônica e digo mais jogar com um time retrancado, valeu pela vitória sofrida e o apoio de nossa imensa Torcida mais uma vez.

    Abraço.

    • Márcio Trevisan

      Obrigado, Alfano.

      Diante do momento (dias após uma eliminação) e do preço do ingresso, nossa torcida tem dado um show a cada jogo.

      Abs.

  3. Bom dia, Márcio.

    Eu até acho que o Verdão não jogou tão pouca bola assim. Claro, esteve abaixo do que pode, mas teve bons lances e exigiu boas defesas do Walter (esse goleiro tem nome de craque. Não fosse o “W”, seria certamente titular do Verdão).

    Agora quero ouvir sua opinião sobre um episódio que não é da partida de ontem, mas da Copa do Brasil: o que leva um grupo de “apitadores” a agir como agiram os que apitaram o jogo contra o São Paulo? Má fé ou despreparo? Por que só os árbitros do VAR foram suspensos da rodada do Brasileiro, e o Vuaden, não? Existe recurso legal, se o erro for confirmado?

    Um abraço.

    Valter

    • Márcio Trevisan

      Valter, salve!

      Em relação à sua pergunta, o primeiro erro foi do bandeirinha. Ele poderia ter solicitado ao VAR que aplicasse a linha para ver se Calleri estava ou não impedido.

      Obviamente, ele não faria isso pois deixaria claro que não tinha certeza do que marcara. Tal fato gerou o segundo erro: os dois árbitros de VAR não se atentaram para a possibilidade de impedimento pois estava focados – e neste caso impressionantemente focados – em convencer o árbitro central (Vuaden) de que houvera acontecido um pênalti. Aí é que está o “x” da questão: por que tanta insistência, quase aos berros, para que fosse dado o penal ao São Paulo?

      Por fim, a partida não pode ser anulada em hipótese alguma pois o erro que houve (aliás, admitido pela própria CBF) foi de fato, e não de direito (como aquele famoso pênalti marcado para o Palmeiras e depois cancelado pelo árbitro da finalíssima do Paulistão de 2018, contra “eles”. Naquela oportunidade, o árbitro central (Marcelo Aparecido Ribeiro de Souza, que depois daquele jogo desapareceu do mapa) utilizou-se de uma informação extracampo para mudar sua decisão, e isso é proibido pela International Board.

      Abs.

  4. Bom dia a todos caros Sangue VERDE. Sim Márcio, vitória sofrida ontem, um a zero magrinho magrinho, com a merecida homenagem da torcida palmeirense à senhora CBF. No segundo tempo, hora que entrou os reservas, meu Deus, o time se desmontou, estamos mal de banco hem. E Márcio, o Dudu está pesado, está velho ou está desanimado ? Abraço a todos.

    • Márcio Trevisan

      Olá, Tadeu.

      Não acho que estamos tão mal de banco. Poderia ser melhor? Claro que sim. Mas ainda assim é bem superior ao banco de quase todos os times do País.

      Em relação ao Dudu, creio que foi apenas um mau jogo. Contra o São Paulo, por exemplo, ele foi um dos melhores da equipe.

      Abs.

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