CAP. 158 – 1986: DESUNIDOS E PERDEDORES (PARTE II – FINAL)

Nas oito primeiras rodadas do Paulistão de 1986, o Palmeiras permaneceu invicto. As quatro vitórias e os quatro empates, dois destes em clássicos com o Santos/SP e a Portuguesa Desp./SP, animavam o torcedor. O time, como dissemos, era ótimo, e a esperança era que a campanha positiva ajudasse a conter os egos das várias estrelas que faziam parte do grupo. 

Éder

Mas não foi bem assim. Como lembramos no capítulo anterior de “Nossa História”, o Verdão não tinha um, mas sim três times dentro de um só time. O primeiro deles, encabeçado por Jorginho Putinatti, estrela maior do grupo, contava com os remanescentes de anos anteriores, que o tinham como líder, e os pratas-da-casa recém promovidos, que o tinham como ídolo. O segundo era liderado por Mirandinha que, apesar do pouco tempo de casa, já desfrutava da condição de artilheiro da equipe, e que tinha a seu lado alguns novos reforços, como Mendonça e Lino. Por fim, ainda desfrutando do status de craque da Seleção Brasileira, aparecia Éder que, a apoiá-lo, tinha nomes como Edmar e alguns reservas. 

Nem mesmo uma boa campanha na Copa Kirin, disputada no Japão entre o fim do Primeiro Turno e o início do returno foram capazes de unir o elenco. O vice-campeonato (empatamos por 1 a 1 com o Werder Bremen, da Alemanha, mas perdemos na prorrogação por 3 a 1) acabou, isso sim, deixando o ambiente anda mais tenso e provando que os jogadores não se entendiam.

Em campo, era visível a preferência dos atletas em tocarem a bola, sempre que possível, apenas para seus amigos mais próximos. Isso, obviamente, atrapalhou bastante a nossa equipe. Talvez por isso a diretoria, precipitadamente, optou pela demissão de Carlos Castilho logo após um empate sem gol, fora de casa, com o Comercial de Ribeirão Preto. Em seu lugar assumiu Carbone que, mesmo diante dos problemas acima citados, conseguiu levar nosso time ao primeiro lugar após o término da fase classificação daquele Campeonato Paulista. O ápice foi um goleada histórica sobre o Corinthians/SP, no Morumbi, por 5 a 1. 

Por falar em nosso maior rival, quis o destino que fosse ele o nosso adversário nas semifinais da competição. Seriam dois jogos inesquecíveis, os quais lembraremos em nosso próximo encontro. 

Ficarei esperando por vocês.

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