Covarde e sem personalidade, arbitragem impede vitória do Palmeiras em Belém/PA
Meus amigos.
No último dia 11 de abril – portanto, há exatamente um mês – o árbitro Rafael Klein anulou um gol marcado pelo centroavante Gabriel, do Santos/SP, diante do Atlético/MG. Segundo pôde ser notado pela leitura labial de sua explicação ao jogador santista, o lance foi impugnado porque, antes de chutá-la, a bola tocou em seu braço. “Se fosse no braço ou na mão de um companheiro seu, tudo bem, seria gol. Mas a regra diz que, quando ela toca no braço ou na mão do próprio atleta que marca o gol, ele tem de ser anulado”, disse o apitador gaúcho ao inconformado jogador do Peixe.
Como pudemos ver neste domingo, no lance em que o Palmeiras consegue o gol da virada já nos acréscimos diante do Remo/PA, na longínqua Belém/PA, a bola de fato toca no braço de Flaco López, mas não é ele quem a chuta para o fundo das redes, e sim Bruno Fuchs. Se seguisse a mesma a mesma linha de raciocínio que adotou na Vila Belmiro, ele jamais poderia ter invalidado o lance e, agora, teríamos dois pontos a mais na classificação do Campeonato Brasileiro.
Então, a pergunta é simples: por que Rafael Klein usou de dois pesos e duas medidas em um espaço de tempo tão curto?
Por duas razões: a primeira é que ele, sem personalidade alguma, cedeu à pressão do árbitro de vídeo, Raphael Traci, que interpretou não um toque acidental, mas sim intencional de Flaco. Em outras palavras: o atacante do Verdão, na obtusa visão destes dois energúmenos, deu um passe com o braço para Fuchs marcar. Já a segunda razão é ainda mais inaceitável, revoltante e imperdoável: como já havia atendido a uma sugestão do VAR ao expulsar um jogador do clube paraense, Klein se acovardou e resolveu fazer o que árbitros sem personalidade fazem desde que o mundo é mundo: usou a lei da compensação. Ou seja: não foi um erro de interpretação, como salientaram alguns dos meus colegas de profissão – foi um erro de caráter.
Tudo o que escrevi acima não é apenas uma opinião – é a mais pura análise de fatos e imagens. Assim como também é verdade que jogar no Pará é sempre muito complicado (calor dos infernos, umidade absurda, chuva forte, gramado ruim, torcida atuante, etc.). Por isso, o empate por 1 a 1 não pode, de jeito nenhum, ser lamentado por todos nós. Aliás, ao contrário: foi o Remo/PA quem mais perto esteve da vitória, e a prova disso é que Carlos Miguel foi o único dos goleiros a fazer uma excelente defesa e impedir um gol claro e, também, foi em seu travessão – e não no outro – que uma bola se chocou no início da etapa final.
O que o Palmeiras teve a mais foi volume de jogo, escanteios, passes certos e uma porção de outras bobagens que meus colegas gostam de salientar em todas as partidas mas que, na prática, nada representam – afinal, como todo mundo está cansado de saber, no futebol o que vale é bola na rede.
E isso, admitamos, faz tempo que o Verdão não sabe o que é como deveria saber.
CARLOS MIGUEL – MUITO BOM
NOTA 6,5
GIAY – RUIM
NOTA 4,5
GUSTAVO GÓMEZ – REGULAR
NOTA 5
MURILO – SATISFATÓRIO
NOTA 5,5
JEFTÉ – RUIM
NOTA 4,5
MARLON FREITAS – SATISFATÓRIO
NOTA 5,5

ANDREAS PEREIRA – REGULAR
NOTA 5
JHON ARIAS – REGULAR
NOTA 5
ALLAN – BOM
NOTA 6

FLACO LÓPEZ – SATISFATÓRIO
NOTA 5,5
RAMÓN SOSA – ÓTIMO
NOTA 7
JOÃO MARTINS – BOM
NOTA 6
BRUNO FUCHS – BOM
NOTA 6
KHELLVEN – MUITO BOM
NOTA 6,5
PAULINHO – REGULAR
NOTA 5
LUCAS EVANGELISTA – SATISFATÓRIO
NOTA 5,5
MAURÍCIO – REGULAR
NOTA 5
IMAGENS: CÉSAR GRECO / AG. PALMEIRAS




























11/05/2026 at 12:31
Boa tarde caro Trevisan, me desculpe mais não ganhar do Remo com todo o respeito, pelo elenco que o Palmeiras tem, não me conformo!!!
Abraço.
12/05/2026 at 8:43
Olá, Alfano.
Concordo que o time deles é fraco e que, mais uma vez, jogamos pouca bola.
Mas como eu disse no texto, jogar em Belém/PA é sempre muito complicado.
Abs.
11/05/2026 at 9:05
Bom dia, Márcio.
Claro que o gol anulado nos prejudicou, mas se o Verdão decidisse jogar futebol contra uma equipe que ocupa a zona de rebaixamento não dependeria da arbitragem, seja no aspecto técnico ou comportamental dos apitadores, para sair do Pará com 3 pontos. A verdade, é que, mais uma vez, não jogamos nada e perdemos a chance de ganhar pontos contra um adversário muito mais fraco.
O problema é que isso tem sido recorrente. O Palmeiras, há tempos, não tem jogado bem e não tem convencido. Abel reclama que o calendário não permite treinos, mas considerando que o time principal é sempre o mesmo já deveríamos ter um desempenho melhor.
Penso que Abel chegou no limite da extração de futebol do material humano que tem em mãos, e este material humano é extremamente limitado. Perceba que nenhum dos nossos jogadores se arrisca a fazer algo diferente durante as partidas. Invariavelmente, conduzem a bola até entrada da área e cruzam, na esperança que alguém complete para o gol. Ninguém arrisca um drible para entrar na área e quem sabe cavar um pênalti ou realizar uma tabela mais envolvente e que coloque nossos jogadores em posição mais favorável para converter para o gol. Nosso futebol é pobre e previsível, o que torna a tarefa de assistir aos jogos chata.
Com base no que tenho visto, não vejo o Palmeiras sustentando a liderança por muito mais tempo. Há menos que viremos a chave imediatamente, perderemos a liderança no dia 23/05.
Um abraço.
Valter
12/05/2026 at 8:46
Valter, salve!
Concordo com tudo o que vc escreveu.
Abel, como todo treinador, tem as suas manias, e como o time foi campeão paulista e vem liderando o Brasileirão jogando deste jeito, somente mudará a forma de jogar quando formos ultrapassados pelo Floamengo/RJ.
Só não sei se isso acontecerá no próximo dia 23 – talvez seja até antes…
Abs.
11/05/2026 at 5:52
PREZADO TREVISAN E AMIGOS PALESTRINOS. Mais um caso que demonstra que a Leila Pereira nao sabe o poder do cargo , vc acha que a Presidente de um clube onde o futebol é seu principal esporte precisa entender de futebol ?? A vibração do narrador de futebol do GE TV ao narrar a anulação do gol do Palmeiras é sintomático. Qualquer gol do Palmeiras olham tudo com uma lupa , buscam absolutamente tudo para anular , nao é possivel mais sequer vibrar com um gol ,pois la vem os bandidos do VAR e juízes de campo claramente instruídos a anular o Gol . Onde esta a Presidente do Palmeiras ??? O que ela pode fazer????? Sabe o que ela pode fazer ??? Hoje por exemplo pedir o imediato afastamento dos juízes do VAR e do juiz de linha alem de pedir inúmeras entrevistas e informar aos 4 ventos o que fazem contra o Palmeiras ,mas nao , é uma incompetente. Exigir o que de uma diretoria que contata um horrível lateral chamado GIAY exigir o que de uma diretoria incompetente que criticou o próprio treinador que nao cansa de berrar que estamos sendo roubados?!!! FORA LEILA !!!
12/05/2026 at 8:42
Olá, Marcos.
Entendendo sua revolta e dela compartilho.
Mas, na verdade, nem a nossa presidente e nem o presidente de qualquer clube pode fazer muita coisa. No máximo, uma representação junto à CBF e a exigência do reconhecimento do erro por parte da CA-CBF – e isso foi feito e conseguido.
Você tem razão quando fala da comemoração de parte da Imprensa quando sofremos um gol ou temos outro anulado. Isso acontece porque o Jornalismo, infelizmente, está morto, e hoje narradores, repórteres e comentaristas admitem publicamente o time pelo qual torcem (e isso não é ruim, pois eu também sempre admiti o meu). O problema é que todo profissional da comunicação tem o direito de torcer, mas não de distorcer, que é o que mais acontece.
Por fim, a presença na coletiva do diretor de futebol escancarando o erro cometido pelo VAR e pelo árbitro de campo já deixou clara a postura do clube.
Abs.