Nem com dois jogadores a mais Palmeiras consegue vencer um dos times mais fracos do Brasileirão
Meus amigos.
Tenho por princípio sempre ver o lado positivo de tudo o que existe ou acontece nesta vida. No futebol, também ajo desta forma: mesmo quando um resultado ruim acontece, sempre tento ver se ele não se deu em razão de fatores que o Palmeiras não poderia evitar.
No entanto, confesso que manter tal postura neste domingo requer um enorme esforço de minha parte. Não que empatar com “eles” no campo “deles”, mesmo diante da péssima campanha que cumprem neste Brasileirão, seja um mau negócio, principalmente levando em conta a injeção de ânimo que um novo treinador sempre dá a um grupo de jogadores. Mas o problema é que as circunstâncias da partida me impedem de ficar satisfeito com este empate por 0 a 0.
Senão, vejamos: passamos a atuar com um jogador a mais aos 33 minutos do primeiro tempo (isso mesmo: primeiro tempo!), e mesmo assim só fomos conseguir nossa primeira finalização aos 43. Isso prova que o Palmeiras simplesmente não conseguiu se aproveitar da vantagem numérica que teve em campo. Para piorar, vimos nosso adversário começar bem melhor na etapa final e, se isso já não fosse motivo mais do que suficiente para me deixar indignado, ainda por cima passamos a ter dois atletas a mais (isso mesmo: dois a mais!) aos 24 minutos. E além de não conseguirmos marcar um mísero golzinho sequer, por pouco não perdemos o derby após a falha de Felipe Ânderson que, graças a Carlos Miguel, não culminou no gol dos caras.
Sei bem que, agora, muitos de vocês podem estar se lembrando do pênalti não marcado em Ramón Sosa (em lance muito, mas muito parecido com o que aconteceu na partida diante do Junior Barranquilla/COL), que jogamos desfalcados de três titulares absolutos (Piquerez, Vítor Roque e Jhon Arias) e que o goleiro “deles” foi o melhor em campo – aliás, parece que ele tem especial predileção para fechar o gol contra o Verdão. Tudo isso é verdade, mas não consegue ocultar um fato inquestionável: nosso time não teve competência para se impor diante de um oponente muito mais fraco e que atuou na maior parte do derby com um ou até com dois jogadores a menos.
É aquele tal negócio, prezado palmeirense: às vezes, se goleia vencendo por apenas 1 a 0; noutras, consegue-se perder mesmo sem levar um único gol.
CARLOS MIGUEL – ÓTIMO
NOTA 7
GIAY – SATISFATÓRIO
NOTA 5,5
MURILO – MUITO BOM
NOTA 6,5
GUSTAVO GÓMEZ – BOM
NOTA 6
KHELLVEN – REGULAR
NOTA 5
MARLON FREITAS – MUITO BOM
NOTA 6,5

ANDREAS PEREIRA – BOM
NOTA 6
MAURÍCIO – BOM
NOTA 6

ALLAN – BOM
NOTA 6

FLACO LÓPEZ – MUITO BOM
NOTA 6,5
RZAMÓN SOSA – BOM
NOTA 6
JOÃO MARTINS – RUIM
NOTA 4,5
LUCAS EVANGELISTA – SEM AVALIAÇÃO
SEM NOTA
ARTHUR – REGULAR
NOTA 5

FELIPE ÂNDERSON – MUITO RUIM
NOTA 4
LUIGHI – REGULAR
NOTA 5
IMAGENS: CÉSAR GRECO / AG. PALMEIRAS

























13/04/2026 at 12:16
Boa tarde caro Trevisan, muito boa sua crônica, é incontestável a diferença do nosso Elenco e o deles, porem ^gostaria de ganhar, pois entramos no jogo deles!!!
Abraço.
13/04/2026 at 16:34
Olá, Alfano.
Agradeço o elogio.
Quando ficam 11 contra a 10, nem sempre o time em vantagem consegue vencer, pois o adversário monta as famosas “duas linhas de quatro” e se fecha em sua intermediária defensiva.
Mas quando ficam 11 contra 9, aí o problema é a falta de competência para marcar o gol, ainda que tenhamos criado várias chances e, também, sofrido um pênalti não marcado pela arbitragem.
Abs.
13/04/2026 at 8:43
Bom dia, Márcio.
Concordo plenamente com sua crônica e o sentimento após o jogo de ontem é de derrota.
O time “deles” sempre encara as partidas contra o Verdão como finais, principalmente quando atua no entulhão. Percebe-se que os caras ficam com sangue nos olhos e o excesso de “motivação” causou a expulsão dos dois meliantes de ontem. Há, porém, um fator que pesou ainda mais.
A “visita” que os meliantes receberam de meliantes ainda mais qualificados no CT na semana passada, onde foram gentilmente solicitados a jogarem futebol e ter um resultado positivo no jogo contra nós, fizeram com que o time da Avenida Marginal, S/N, jogasse como se fosse a última partida da vida deles. Sei que o derby é cercado de muita rivalidade, mas o que se via no semblante dos jogadores do time da bandidagem era raiva. Os caras estavam com raiva!
Claro que, como você bem escreveu, isso não deveria fazer com que o Verdão se intimidasse e saísse com três pontos, mas não jogamos nada de novo. O time inteiro foi meia boca e graças a Carlos Miguel não saímos de lá com uma derrota histórica, que mancharia a nossa gloriosa história.
Eu não sei o que está limitando a volta de VR e muito menos de Paulinho – aliás, que novela mexicana a deste cidadão – mas precisamos destas caras. Já está mais na cara do que barba de que sem estes e John Arias, o Palmeiras perde muita competitividade.
E, sim, estou amargo hoje!
Um abraço.
Valter
13/04/2026 at 16:39
Valter, salve!
De fato, quem tem .., tem medo. E os jogadores do time da Avenida Marginal, s/nº – Fundos (é, você se esqueceu de colocar o endereço completo) sabiam que, em caso de derrota, a situação iria ficar ainda pior do que já está pra eles. Daí terem jogado a vida contra a gente, mais uma vez.
Em relação a Vítor Roque, também não sei o que acontece – aliás, ninguém sabe ao certo. Mas ele irá voltar em breve, pois sua contusão (seja pá qual tenha sido) não foi tão grave. Já no que diz respeito a Paulinho, vou ser sincero: rumores dão conta de que ele até já poderia ter voltado, mas que não voltou porque, embora completamente recuperado da contusão, alega ainda sentir dores no osso da canela. Há quem diga, até, que talvez ele tenha de encerrar sua carreira.
Vamos torcer para que isso não seja verdade.
Abs.
13/04/2026 at 6:05
Prezado Trevisan e amigos
Estamos frageis nas duas alas tal situação faz o futebol do Allan e Andreas menor. Os dois ficam preocupados com nossos dois instáveis Giay e Khelvin nossa dirrtoria nao consegue resolver
13/04/2026 at 16:32
Olá, Marcos.
No que diz respeito à lateral direita, houve um erro de planejamento: Gilberto (emprestado ao Atlético/PR) estava pronto para ser ao menos testado, mas a CT optou por confiar em Giay e Khellven – deu no que deu e, agora, o sonho é negociar pelo menos um deles após a Copa do Mundo (algo que eu não acredito que aconteça).
Já na lateral esquerda houve um erro de avaliação: Jefté é fraquíssimo, tanto que os torcedores do Rangers/ESC comemoraram quando ele foi negociado. Já Arthur é muito jovem, tem muito potencial e merece mais algumas oportunidades antes de sabermos se terá ou não futuro no clube.
Abs.