COM SABOR DE “POSSO MAIS”

Palmeiras faz ótimo segundo tempo e por pouco não vence na estreia da Libertadores

 

 

CARLOS MIGUEL – BOM
NOTA 6

Fez apenas uma defesa em toda a partida, mas ela evitou que sofrêssemos o segundo gol já no fim do jogo.

GIAY – SATISFATÓRIO
NOTA 5

Pode não ter sido muito eficiente no apoio, mas marcou bem.

MURILO – SATISFATÓRIO
NOTA 5,5

Teve um trabalho a mais porque precisou cobrir as falhas de Arthur, e nisso foi bem.

GUSTAVO GÓMEZ – REGULAR
NOTA 5

Poderia ter cuidado mais de perto do veterano Téo Gutierrez.

ARTHUR – RUIM
NOTA 4,5sivo

Não vou crucificar o garoto, pois nesta quarta ele disputou a sua primeira partida numa Copa Libertadores da América. Mas a verdade é que foi visível sua intranquilidade, sobretudo no aspecto defensivo. Sua saída já no intervalo foi um doas acertos de Abel Ferreira.

MARLON FREITAS – BOM
NOTA 6

Destacou-se ao arriscar chutes de fora da área, dois deles com muito perigo.

ANDREAS PEREIRA – REGULAR
NOTA 5

Pareceu mais cansado do que o normal. Não foi mal, mas também não se destacou nem mesmo em bolas paradas.

MAURÍCIO – SATISFATÓRIO
NOTA 5,5

Hoje não pôde buscar jogo no meio-campo e nem se aproximar de Flaco López porque precisou cobrir os buracos deixados por Arthur. Cometeu, sim, o pênalti, mesmo sem ter tido a intenção de cometê-lo.

ALLAN – REGULAR
NOTA 5

Muito aquém do que sabemos que pode jogar. Foi simplório tanto ofensiva quanto defensivamente e não tentou uma única jogada “um contra um”.

FLACO LÓPEZ – MUITO BOM
NOTA 6,5

Rende bem mais quando atua um pouco mais atrás, de frente – e não de costas – para o gol, como hoje. Mas, ainda assim, deu o toque de cabeça para o gol de Ramón Sosa e foi, ao lado do paraguaio, nosso atacante mais perigoso.

JHON ARIAS – SATISFATÓRIO
NOTA 5,5

Outro que pareceu mais cansado do que a maioria dos seus companheiros. Até tentou algumas jogadas individuais (aliás, quase fez mais um golaço), porém esteve abaixo do que vimos em partidas anteriores.

ABEL FERREIRA – ÓTIMO
NOTA 7

Meus amigos.

Sei que todos nós esperávamos uma vitória na estreia da Libertadores, até porque é mais do que óbvio que o Palmeiras é muito superior ao Junior Barranquilla/COL e, além disso, o jogo sequer foi disputado no estádio da equipe colombiana, que está em reformas – a partida aconteceu na cidade de Cartagena/COL, distante cerca de 135 Km. Ocorre, porém, que jogos válidos por esta competição sempre são envoltos em grandes doses de mistério e, muitas vezes, também de surpresa.

Neste ponto, quero destacar a atuação do nosso treinador. Ele começou acertando ao manter a escalação que iniciou a partida domingo passado, até porque não haveria muito o que fazer se quisesse alterá-la. Também foi bem demais nas duas alterações que promoveu já no intervalo, pois Arthur estava numa noite infeliz e Maurício, justamente por ter de ajudar o jovem lateral-esquerdo na marcação, não conseguiu jogar em sua real posição. Assim, as entradas de Khellven (improvisado na ala canhota) e Ramón Sosa (improvisado no comando do ataque) melhoraram o time a ponto de quase conseguirmos a vitória.

Desta forma, creio que o empate por 1 a 1 que obtivemos nesta noite deve ser considerado um bom resultado. Afinal, jogamos fora de casa, o oponente é o favorito a ficar com a segunda vaga do grupo, atuamos em um gramado que para ser ruim precisa melhorar muito, os atletas que começaram o jogo foram os mesmos que iniciaram domingo, contra o Bahia/BA, em outra partida muito complicada, e é claro que o cansaço se fez evidente, sobretudo após os 35 minutos da etapa final.

E, mesmo assim, o Verdão foi bastante superior ao adversário em toda a etapa final, só não chegando ao gol que seria da virada e com certeza também da vitória por falta de sorte ou, então, de uma melhor qualidade na hora das finalizações. E, vale lembrar, ainda nos restam cinco compromissos nesta fase da competição, e três deles serão diante de nossa torcida. Este empate, prezados palmeirenses, pode não ter sido uma delícia, mas certamente fez com que todos nós sentíssemos um sabor de “posso mais”.

E é certo que podemos.

LUCAS EVANGELISTA – REGULAR
NOTA 5 

A ideia era que fosse mais ofensivo do que Andreas, mas sua atuação foi apenas protocolar.

RAMÓN SOSA – MUITO BOM
 NOTA 6,5

Menos pelo gol que marcou e mais pela presença ofensiva que deu ao Palmeiras, leva nota e avaliação idênticas às de Flaco López – ou seja: em campo, foi um dos nossos maiores destaques.

FELIPE ÂNDERSON – SATISFATÓRIO
NOTA 5,5

Outro que entrou relativamente bem e que também por pouco não fez um lindo gol.

KHELLVEN – SATISFATÓRIO
NOTA 5,5

Entrou para atuar improvisado na lateral esquerda, já que Arthur estava errando todos os lances. Pode não ter brilhado, mas acabou com a festa que o time colombiano teve pelo setor durante toda a primeira etapa.

LUIGHI – REGULAR
NOTA 5

Mais do mesmo. O que, no caso dele, é quase sempre “menos do mesmo”.

IMAGENS: CÉSAR GRECO / AG. PALMEIRAS

4 Responses to COM SABOR DE “POSSO MAIS”

  1. roberto alfano

    Boa tarde caro Trevisan, pena que acordamos tarde, mais faltou um pouco para levarmos a vitória, vamos melhorar afim de buscar a classificação.

    Abraço.

    • Márcio Trevisan

      Olá, Alfano.

      Fique tranquilo: não só iremos nos classificar como seremos, também, o primeiro colocado do grupo.

      E mesmo com este empate, ainda acredito que terminaremos na liderança geral após a primeira fase.

      Abs.

  2. Bom dia, Márcio.

    Concordo que uma combinação de fatores acabou resultando em uma partida mediana do Verdão. Chega uma hora em que o cansaço bate e isto ficou evidente na grande maioria dos atletas ontem, principalmente atuando em um campo bastante difícil de fazer a bola rolar.

    Nota 6 para o coletivo apresentado, com exceção de um jogador que, para mim, merece nota 2: Mauricio.

    O cara além de ter cometido um pênalti ridículo, não jogou absolutamente nada enquanto esteve em campo e ainda teve a pachorra de reclamar dos companheiros em lances ruins causados por ele mesmo! Além de grosso, foi cara de pau.

    Existe uma máxima que diz que “de onde menos se espera, não sai nada mesmo” e isso é perfeitamente aplicável a Felipe Ânderson, Luighi e Khellven. Este último, por um momento, achou que tinha se transformado no Roberto Carlos e começou a querer decidir o jogo com chutes de fora da área. A semelhança entre ele e o lateral que já jogou no Verdão é o branco do olho.

    Começamos uma maratona em que eu acredito que correremos bem. Não sei se terminaremos no ponto mais alto do pódio, mas certamente estaremos nas primeiras posições.

    Um abraço.

    Valter

    • Márcio Trevisan

      Valter, salve!

      Vc está mais “amargo” hoje – rs…

      Maurício não foi lá essas coisas, mas como salientei na análise ele precisou voltar para cobrir os espaços deixado pelo Arthur (este, sim, deixou a desejar). Quanto ao pênalti, ele de fato o cometeu, mas se você reparar bem não teve a intenção de cometê-lo – foi um acidente de trabalho.

      Khellven de fato exagerou, mas se lembre de que atuou improvisado no lado oposto de onde joga. Ou seja: quebrou um galho, e isso deve ser levado em conta.

      Felipe Ânderson é muito técnico, mas não tem vibração. Busque o vídeo do apito final do árbitro da segunda partida decisiva diante do Novorizontino/SP e veja a “euforia” do cara depois de conquistar o título.

      Por fim, Luighi… Bem, neste caso não tenho contra-argumentos: o cara é fraco e não vai passar disso. Melhor vender assim que chegar uma proposta.

      Abs.

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