Palmeiras ganha 6ª seguida, aumenta invencibilidade para 12 jogos e 983 dias sem perder das Trikas
Meus amigos.
Durante muito tempo, entre 2005 e 2018 – ou para ser mais exato: durante 13 anos, 4 meses e nove dias –, o Palmeiras esteve atrás do São Paulo/SP na disputa do Choque-Rei. Naquele período, até ganhamos alguns clássicos, mas na maioria das vezes terminávamos a partida sem conseguir uma vitória. Não à toa, em grande parte daqueles anos nosso rival viveu alguns dos melhores momentos de sua história, enquanto o Verdão amargava tempos difíceis, nos quais até mesmo um rebaixamento aconteceu.
Mas, como já lhes disse várias vezes, o futebol é cíclico e, agora, tudo mudou. Após vencer as Trikas no Morumbi neste sábado à noite, nossa equipe chegou a 12 confrontos seguidos sem saber o que é perder este embate. Além disso, obteve hoje sua sexta vitória consecutiva e atingiu a incrível marca de 983 dias seguidos sem saber o que é derrota para “elas”.
Melhor – aliás, muito melhor – do que estes números acima é o que representou a soma de mais três pontos. Com estes, o Verdão chegou ao 19 somados em 24 disputados, o que lhe garantiu a liderança isolada do Campeonato Brasileiro com um desempenho pra lá de elogiável: 79.1% dos pontos disputados. Fazendo uma projeção, significa que se nosso time mantiver este índice até o fim da competição a terminará com inacreditáveis 90 pontos! Claro que isso não acontecerá, mas que nosso começo neste Brasileirão é bastante promissor ninguém discute.
Desta vez, é verdade, vimos dois Palmeiras em campo, um em cada tempo. No primeiro, fomos muito, mas muito superiores ao adversário, e se tivéssemos chegado ao intervalo ganhando por 2 a 0 ou até mesmo por 3 a 0 não teria sido nenhum exagero. Já na etapa final o São Paulo/SP, é fato, foi superior, mas ainda assim em nenhum momento chegou a nos sufocar no campo de defesa e nem mesmo exigiu de Carlos Miguel uma grande defesa que fosse.
Isso aconteceu porque Abel Ferreira soube preencher o setor defensivo de nosso meio-campo, congestionando-o algumas vezes até mesmo com seis jogadores. E quando as pernas dos atletas palmeirenses começaram a pesar mais do que deveriam, ele agiu rapidamente e colocou sangue novo no setor. Por isso, os ataques trikas se limitaram apenas a cruzamentos, todos muito bem interceptados pelos nossos zagueiros e goleiro.
Por fim, e também para encerrar esta crônica pós-jogo tão “numérica”, eis que lhes informo mais um: agora, já são 2 anos, 8 meses e 8 dias sem perder o Choque-Rei.
E seguimos contando.
CARLOS MIGUEL – SATISFATÓRIO
NOTA 5,5
GIAY – BOM
NOTA 6
MURILO – SATISFATÓRIO
NOTA 5,5
GUSTAVO GÓMEZ – MUITO BOM
NOTA 6,5
PIQUEREZ – BOM
NOTA 6
MARLON FREITAS – SATISFATÓRIO
NOTA 5,5

ANDREAS PEREIRA – SATISFATÓRIO
NOTA 5,5
MAURÍCIO – MUITO BOM
NOTA 6,5

ALLAN – BOM
NOTA 6

FLACO LÓPEZ – BOM
NOTA 6
JHON ARIAS – ÓTIMO
NOTA 7
ABEL FERREIRA – MUITO BOM
NOTA 6,5
LUCAS EVANGELISTA – BOM
NOTA 6
RAMÓN SOSA – REGULAR
NOTA 5

FELIPE ÂNDERSON – REGULAR
NOTA 5
EMI MARTÍNEZ – BOM
NOTA 6

VÍTOR ROQUE – REGULAR
NOTA 5
IMAGENS: CÉSAR GRECO / AG. PALMEIRAS

























22/03/2026 at 18:25
Boa noite, Márcio.
Há um parágrafo em sua crônica que resume muito bem o que foi o jogo. Tivemos dois Palmeiras em campo, um no primeiro e outro no segundo tempo, e isso vem acontecendo de forma recorrente nos jogos deste Brasileirão.
Confesso que isso me preocupa um pouco, porque o time perde a competitividade na segunda etapa. Se terminamos a primeira etapa com 2 ou 3 gols de vantagem, esse comportamento é até tolerável, mas um placar magro contra equipes mais competitivas se torna perigoso.
Gostaria de chamar a atenção para um jogador em particular: John Arias.
A frieza e calma com que realiza as jogadas e dribla seus adversários é algo surpreendente. Esta mesma frieza e calma muitas vezes se transforma em lances perigosos contra nós. Durante os dois últimos jogos em que marcou seus dois gols, ele também foi protagonista de jogadas que resultaram em contra ataques que causaram sustos.
A equipe está confiante e isto é fundamental em qualquer competição. Nota-se que os jogadores estão com ímpeto de vitória e, acima de tudo, com espírito de grupo bem unido, característica do trabalho de Abel Ferreira.
Continuemos assim. Temos muitas competições e jogos difíceis nas competições que disputaremos este ano, mas o Verdão é uma das equipes favoritas a conquistar todas elas.
Um abraço.
Valter
P.S. Longe dem mim duvidar dos seus dados históricos, mas é certo incluir os anos de 2015 a 2018 nesta superioridade dos Bambis? Os anos de 2015 a 2028 foram marcados por excelentes vitórias do Palmeiras sobre o São Paulo, com gols históricos de Robinho e Dudu por cobertura no Allianz e no próprio Morumbi.
23/03/2026 at 0:35
Valter, salve!
Parece-me claro que temos um problema físico. Até reconheço que, por ter chegado às finais do Paulistinha, o Palmeiras tem jogado mais vezes do que todos os seus adversários, mas a queda de rendimento é visível e, em minha opinião, inaceitável em se tratando de jogadores profissionais. É preciso que a diretoria entenda urgentemente o que vem acontecendo com a preparação física de nossos atletas.
Em relação ao seu “PS”, explico: a matéria tratou apenas do tempo sem derrotas para as Trikas, e este, agora, é de 12 jogos. Incluir dados de clássicos anteriores não faria sentido neste caso.
Abs.
22/03/2026 at 14:48
Boa tarde caro Trevisan, muito boa sua crônica e mais ainda a vitória do Palmeiras fora de casa e mantendo a Liderança deste Campeonato, foi muito bom, apesar do Juiz mandar vários cartões e ainda expulsando o Abel.
Abraço.
23/03/2026 at 0:30
Olá, Alfano.
Agradeço o elogio.
A expulsão de Abel foi justa, como também foram justos os motivos que o fizeram reclamar do fraco árbitro Daronco, que para o jogo sempre que pode apenas para poder descansar.
Nosso técnico precisa entender, mas jamais o fará, que suas reclamações, por mais justas que sejam, extrapolam o limite. E aí ele é expulso.
Abs.
22/03/2026 at 9:19
Eita. Ó eu aqui ó. Em primeiro tal qual o Palmeiras. Hehehe. Mas como é bom ganhar dos bambes. E agora bambinos, vão dizer o que ?! E olha meu caro tutor Márcio Trevisan, o tal do Daronco fez o que pode pra ajudar as trikas hem. Por outro lado, essa história de fazer um mísero golzinho é segurar o jogo até o fim, não me agrada não. Abraços.
23/03/2026 at 0:29
Olá, Tadeu.
Também não gostei do time no segundo tempo. Até comentei com meu filho que, todo de verde e tão recuado, parecia mais o XV de Jaú.
Mas, por outro lado, o sistema defensivo foi tão bem que Carlos Miguel não fez uma única defesa importante em todo o jogo.
Abs.