UMA VITÓRIA “DENOREX”

Magérrimo 1 a 0 sobre o Botafogo/SP parece um resultado simplório. Mas não é.

Meus amigos.

Existem resultados que são piores do que parecem, mas há, também, aqueles que são bem melhores do que inicialmente indicam ser. Este é o caso da vitória por 1 a 0 que o Palmeiras obteve na noite deste sábado, mais uma vez na longínqua Barueri/SP, sobre o Botafogo/SP.

Na teoria, ganhar pelo placar mínimo de uma equipe indiscutivelmente inferior e que, ainda por cima, atuou com um homem a menos desde os 37 minutos do primeiro tempo, poderia ser considerado algo bem “mais ou menos”. Só que não é bem assim. Com a soma de mais estes três pontos, chegamos aos 28 e, além de garantir a melhor campanha de toda a Primeira Fase do Paulistinha, asseguramos também esta vantagem caso cheguemos à semifinal do torneio.

Vejam: para que o Verdão garanta um lugar entre os semifinalistas, terá de pelo menos empatar seu jogo válido pelas quartas de final (e, claro, vencÊ-lo na disputa por pênaltis). Se isso acontecer, a equipe chegará a 29 pontos, algo que nem o Santos/SP, segundo colocado com 25, e nem o Bragantino, terceiro com 21 mas que poderá chegar aos 24 se ganhar neste domingo, atingiriam. Vale lembrar que os demais cinco classificados, sejam eles quais forem, não chegarão nem perto do nosso time neste quesito.

E digo mais: se, nas quartas, ganharmos da Ponte Preta/SP ou do Água Santa/SP no tempo normal, garantiremos também a finalíssima em nossa casa (isso, claro, se chegarmos até lá), pois no caso teríamos 31 pontos após as quartas e, no mínimo, 32 depois da semi, pontuação que clube algum, mesmo que vença todos os jogos que ainda lhe restarão até lá, será capaz de alcançar.  

PS.: nos anos 80, havia um shampoo anticaspa com um cheiro e uma cor tão horríveis que sua própria propaganda nos meios de comunicação existentes na época dizia o seguinte: “Denorex: parece remédio, mas não é”. Ou seja: o produto era algo muito melhor do que aparentava ser. Entenderam, agora, o adjetivo utilizado no título desta crônica pós-jogo”?

WEVERTON – 6
BOM

Pelo menos hoje não nos causou nenhum susto. Aliás, graças a uma ótima defesa já aos 3 minutos, não começamos perdendo o jogo logo de cara. 

MAYKE – 6,5
MUITO BOM

Desempenhou dupla função: lateral quando fomos atacados e ponta quando atacamos, destacando-se positivamente em ambas. De seus pés saiu o cruzamento para o gol de Rony e outras boas jogadas também.

LUAN – 5,5
SATISFATÓRIO

Atuação tranquila. Tomou conta da defesa sobretudo nos primeiros minutos, quando o Botafogo/SP foi melhor.

MURILO – 6
BOM

Mais um bom jogo. Além de cobrir os avanços de Piquerez e, depois, de Vanderlan, iniciou com bons lançamentos algumas jogadas ofensivas.

PIQUEREZ – 5,5
SATISFATÓRIO

Neste sábado até que não foi tão mal. Acertou um cruzamento (isso é incrível!) perfeito, na cabeça de Flaco López, mas o goleiro fez um milagre. 

ANÍBAL MORENO – 5,5
SATISFATÓRIO

Começou um pouco disperso, errando passes fáceis. Aos poucos, voltou ao seu normal e tomou conta da nossa intermediária defensiva. E quase fez um belo gol.

RICHARD RÍOS – 7
ÓTIMO

Em minha opinião, o melhor do Palmeiras e o segundo da partida, superado apenas pelo goleiro do Pantera. Além de iniciar a maior parte de nossas jogadas de ataque, deu uma força na marcação e foi, muitas vezes, o ponta-direita do nosso time.

RAPHAEL VEIGA  – 5,5
SATISFATÓRIO

Mais uma partida sonolenta na qual se destacou apenas nas cobranças de escanteio. Talvez a ausência na primeira lista de Dorival Júnior tenha lhe feito mal. 

LÁZARO – 5
REGULAR

Escalado na posição que mais gosta, a ponta esquerda, foi bem na ajuda a Piquerez na recomposição pelo setor. Mas perdeu ótima chance de abrir o placar ainda no primeiro tempo, erro que certamente lhe causará uma demora maior até garantir um lugar no time titular.

FLACO LÓPEZ – 5,5
SATISFATÓRIO

Quase fez mais um golaço de cabeça, mas Michel o impediu com uma grande defesa. Também deu um perfeito lançamento para Rony no lance em que o atacante sofreu a falta e causou a expulsão de Matheus Costa. Mas perdeu num gol incrível, praticamente embaixo do travessão, em lance que até mesmo Abel Ferreira ressaltou na coletiva. 

RONY – 6,5
MUITO BOM

Ainda que esteja longe, bem longe daquele Rony que tanto se destacou há algum tempo, pelo menos jamais deixa de lutar. Como recompensa, protagonizou o lance em que o Palmeiras ficou com um homem a mais e, de quebra, marcou de cabeça o gol da nossa vitória. 

ABEL FERREIRA – 6
BOM

Nosso treinador começou acertando na escalação inicial em dois pontos. Primeiro, não relacionou para o jogo os três atletas que estavam “pendurados” com dois cartões amarelos: os titulares Endrick e Zé Rafael e o reserva Gabriel Menino. Com isso, eliminou qualquer chance de ter algum desfalque em razão disso nas quartas de final, já que os cartões serão todos “zerados” a partir da próxima fase.

Já o segundo acerto foi ainda mais importante: promoveu o retorno de Mayke à lateral direita e, com isso, ganhou em duas frentes: manteve o bom desempenho defensivo e aumentou bastante nossa presença ofensiva pelo setor. Não à toa, tanto o nosso gol quanto a maior parte de nossas jogadas de perigo começaram ou, ao menos, passaram por ali.

Outro ponto, este por sinal equivocadamente criticado por alguns dos meus colegas, também me pareceu salutar na atuação de Abel Ferreira. Embora escalando a equipe no 4-3-3, apenas Lázaro foi, de fato, um ponta (no caso, esquerda). Rony, que teoricamente jogaria aberto pela direita, raras vezes apareceu por lá, já que formou com Flaco López uma dupla de centroavantes. Isso proporcionou não apenas a Mayke a chance de ser o que muitas vezes já foi (ou seja: um ponta-direita), mas também deu a Richard Ríos, jogador que nunca havia aparecido tanto nessa faixa do gramado, a oportunidade de mostrar que pode também ser útil nesta função.

Nas alterações, as entradas de Vanderlan e Caio Paulista visaram dar ao nosso lado esquerdo um maior poder de fogo, algo que aconteceu apenas no que disse respeito ao amigo aí de baixo. 

VANDERLAN – 5,5
SATISFATÓRIO

A partir do momento em que foi a campo o Verdão ganhou um gás maior nas jogadas pela esquerda.

 CAIO PAULISTA – 5
REGULAR

Entrou para ser o ponta-esquerda no lugar de Lázaro, mas acabou sendo apenas mais um a compor o lado canhoto da nossa marcação. E, ao agir desta forma, nem cheirou, nem fedeu.

MARCOS ROCHA – SEM NOTA
SEM AVALIAÇÃO

Jogou apenas 9 minutos, sem tempo para ser analisado.

BRENO LOPES – SEM NOTA
SEM AVALIAÇÃO

 Jogou apenas 9  minutos, sem tempo para ser analisado.

FOTOS: FÁBIO MENOTTI/AG. PALMEIRAS

5 Responses to UMA VITÓRIA “DENOREX”

  1. Eita vitóriazinha com sabor de empate.

  2. roberto alfano

    Boa tarde caro Trevisan, apesar de magra está vitória é muito importante para iniciarmos no próximo Domingo o mata-mata das quartas de final.

    Abraço.

    • Márcio Trevisan

      Olá, Alfano.

      Isso mesmo: e como o Bragantino perdeu hoje, faremos não só a partidas das quartas mas, se nos classificarmos, também a das semifinais em nossa casa.

      E mais: se chegarmos à decisão, seja lá com quem for, também decidiremos diante de nossa torcida.

      Abs.

  3. Bom dia, Márcio.

    Não quero entregar a minha idade, mas usei Denorex. A propaganda deveria ser “parece remédio, e é”, pois quando aquilo entrava nos olhos lavava, inclusive, a alma e nos curava de qualquer doença.

    Olhando do ponto de vista que você escreveu a sua crônica o resultado foi realmente bom, mas você há de convir que o desempenho da equipe foi bem fraquinho.

    Atuar desde os 37 minutos do primeiro tempo contra o Botafogo/SP e terminar vencendo por 1 a 0 é muito pouco para o Palmeiras. Me arrisco a dizer que foi um dos piores jogos do Palmeiras neste campeonato.

    Quando assisto a jogos como este concluo mais uma vez que nosso time titular é muito bom, mas nossos reservas não mantém a equipe competitiva. Os que entraram para substituir os titulares ontem deixaram isto claro ontem.

    Por fim, o campeonato Paulista começa agora. Até aqui foi uma extensão das férias de fim de ano e gostaria muito de trazer este caneco para casa, por mais simples que seja.

    Um abraço.

    Valter

    • Márcio Trevisan

      Valter, salve!

      Concordo plenamente. O resultado foi melhor do que aparenta, mas a bola que jogamos foi bem abaixo do que poderíamos.

      E digo isso mesmo reconhecendo no goleiro dos caras o melhor em campo.

      No que diz respeito ao nosso elenco, temo pelo que está por vir não no Paulistinha, mas nas outras competições. Vc já reparou no grupo que o Flamengo/RJ tem?

      Por fim, campeonato estadual é aquele negócio: se você ganha não fez mais do que a obrigação, mas se perde fez foi um grande papelão.

      Abs.

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