TÁ MAIS CALMINHA AGORA, LEILA?

Inércia proposital da presidente e grave erro de Abel tiram Palmeiras da Libertadores

WEVERTON – MUITO  BOM
NOTA 6

Sem culpa alguma no gol que tomou. E ainda defendeu um pênalti. 

MARCOS ROCHA – MUITO RUIM
NOTA 4

Não funcionou como ala pela direita e muito menos como zagueiro improvisado. Nosso lado direito defensivo foi uma avenida onde passearam os adversários. O gol do Boca aconteceu em seu setor. 

GUSTAVO GÓMEZ – PÉSSIMO
NOTA 3,5

Precisou cobrir o buraco deixado por Rocha no lance do gol, mas permitiu que o lento Merentiel o vencesse na corrida. Para piorar, bateu mal demais o pênalti, facilitando a vida de Romero. 

MURILO – RUIM
NOTA 4,5

Conseguiu perder quase todas as disputas que teve contra um jogador de 36 anos. E ainda perdeu uma bola que quase terminou no segundo gol dos caras.

 

PIQUEREZ – EXCELENTE
NOTA 8

Além do golaço que marcou de fora da área, foi presença constante no apoio, sobretudo no primeiro tempo, quando jogamos no 3-5-2. E ainda fez um dos gols na cobrança de pênalti.

MAYKE – REGULAR
NOTA 5

No primeiro tempo, atuando como ala, foi mais ou menos. No segundo tempo, atuando como lateral, foi mais ou menos (embora só não tenha feito um gol devido ao brilhantismo de Romero). 

ZÉ RAFAEL – SATISFATÓRIO
NOTA 5,5

Hesitou no início do lance que terminou no gol argentino. Depois, recuperou-se com  uma boa marcação no meio-campo e pela grande presença no ataque. Quase fez um gol de fora da área. 

GABRIEL MENINO – REGULAR
NOTA 5

Exagerou nas tentativas de chutes de longa distância, mas pelo menos não se escondeu em campo, como às vezes acontece.

RAPHAEL VEIGA – RUIM
NOTA 4,5

Só apareceu nas bolas paradas, em cobranças de escanteio. No mais, de novo foi anulado por Pau Fernandez e, embora tenha cobrado muito bem o pênalti, não conseguiu convertê-lo. 

ARTUR – MUITO RUIM
NOTA 4

Mais uma partida ridícula deste jogador que, na maioria das vezes, beira o ridículo. Jogou 48 minutos e não conseguiu realizar um único lance positivo. Parece claro se tratar de um atleta que, quando o time vai bem, joga mais ou menos bem; mas quando o time vai mal, joga muito, mas muito mal.

RONY – BOM
NOTA 6

Mesmo longe de brilhar, pelo menos hoje deu um pouco de trabalho à zaga adversária. Obrigou o goleiro do Boca a fazer uma grande defesa após uma cabeçada e um milagre após uma bicicleta.

ABEL FERREIRA – PÉSSIMO
NOTA 3,5

Meus amigos.

Hoje, a fim de facilitar a leitura e o entendimento de todos vocês, divido a análise desta eliminação do Palmeiras na Copa Libertadores da América em tópicos. Sendo assim, ei-los:

Tópico 1 – A inércia proposital de Leila Pereira

Mesmo com os cofres cheios graças a todas as receitas recebidas nos últimos anos (arrecadações, premiações, patrocínios, venda de direitos econômicos de atletas, etc.), a postura da presidente tem sido nula no que diz respeito a contratações, sejam de reforços ou até mesmo para recomposição de perdas, como as de Danilo e, mais recentemente, Dudu. E a desculpa é sempre a mesma: ou o clube ao qual o jogador visado pertence pediu valores estratosféricos para liberá-lo ou, então, foi o próprio atleta que exigiu uma grana alta para se tornar palmeirense. 

O que o torcedor do Verdão ainda não percebeu é que tudo não passa de uma inteligente estratégia adotada pela líder alviverde. Mesmo que já não tenha ganhado a Copa do Brasil e, agora, a Libertadores – e talvez também não consiga levar o Brasileiro –, o Palmeiras já faturou dois canecos na temporada – o do Campeonato Paulista e, claro, o mais importante, o da Supercopa do Brasil. Ou seja: não se pode dizer que 2023 foi ruim pelos lados da Academia de Futebol, certo? 

Além disso, a dirigente sonha em ser reeleita por mais um triênio à presidência do clube nas eleições que acontecerão em dezembro de 2024. Desta forma, é muito mais astuto para ela esperar a próxima temporada e, aí sim, reforçar o Palmeiras com nomes de peso (como o do flamenguista Bruno Henrique, por exemplo) para ter maiores chances de faturar mais títulos no ano em que acontecerá o pleito, o que obviamente facilitaria em muito a sua reeleição. Agindo desta forma, a dirigente nada mais faz do que fazem e fizeram todos os seus colegas em todos os tempos: coloca seus interesses pessoais à frente dos do clube que preside. 

Tópico 2 – A burrice, a teimosia e a covardia de Abel Ferreira 

Começar um jogo contra o Boca em La Bombonera com três zagueiros é aceitável, mesmo tendo ciência da inferioridade técnica do adversário em relação ao nosso time. Afinal, tratava-se da primeira partida da semifinal de uma Copa Libertadores da América e, neste caso, qualquer resultado que não fosse uma derrota seria considerado positivo. 

O que não se admite, não se aceita e não tem desculpa é começar um jogo contra o Boca na Arena Palestra Itália com três zagueiros, justamente porque existe a indiscutível inferioridade técnica do adversário em relação ao nosso time. Para piorar, saímos perdendo o jogo, não conseguimos realizar um ataque que prestasse nos primeiros 45 minutos e o nosso treinador só foi mexer na equipe (e bem, diga-se de passagem) no intervalo. Ou seja: errou duas vezes: primeiro porque não começou com Endrick e Luís Guilherme em vez de Marcos Rocha e Artur e depois porque não teve culhões para promover tais alterações ainda no decorrer da etapa inicial. 

E se isso já não fosse mais do que suficiente para considerar nosso treinador um dos principais responsáveis por esta eliminação, ainda somos obrigados a vê-lo despejar toda a sua arrogância e falta de respeito com os jornalistas durante a coletiva pós jogo. Abel Ferreira, apesar da imbecilidade que cometeu esta noite, tem crédito acumulado e já provou ser um ótimo treinador. Mas como pessoa…

Tópico 3 – A quase total incapacidade de vencermos disputas de pênaltis 

Sempre que existe a possibilidade de uma decisão de vaga ou título, seja lá de que competição for, ir à disputa de pênaltis já ficam arrepiados os poucos cabelos que me restam. Só para que vocês tenham uma ideia: tomando por base apenas o período em que a comissão técnica portuguesa assumiu o clube – ou seja, desde novembro de 2020 -, o Palmeiras disputou sete decisões por penais, e venceu apenas uma (Libertadores/22, sobre o Atlético/MG). 

Já as seis derrotas foram tanto para equipes tradicionais (Supercopa/21 para o Flamengo/RJ, Copa do Brasil/22 para o São Paulo e a de hoje, para o Boca Juniors/ARG) como para equipes inexpressivas, casos do Mundial Interclubes/21 para o Al Ahly/ARS, da Recopa Sul-Americana/21 para o Defensa y Justicia/ARG e a Copa do Brasil/21 para o CRB/AL. Detalhe pra lá de importante: destas seis derrotas, quatro foram em nossa Arena, o que aumenta ainda mais o vexame. 

Assim, me respondam: ter um aproveitamento positivo de apenas 14.2% em disputas de pênaltis é apenas e tão somente uma coincidência ou a mais cabal prova de que somos absurdamente incompetentes neste quesito?

Tópico 4 – E agora? 

Agora, prezado palmeirense, só nos repetir o que fizemos no ano passado após sermos eliminados – em casa, é bom que se lembre – da Libertadores pelo Atlético/PR: juntar os cacos e tentar o título do Brasileirão. Ocorre, porém, que há duas diferenças gritantes entre nossa situação atual e a que vivíamos em 2022: a primeira é que na época liderávamos com certa folga a competição e todos, no fundo, já sabiam que seríamos campeões; e a segunda é que na época nomes como Danilo, Gustavo Scarpa e Dudu estavam no time, e hoje temos que nos contentar com nomes como Jaílson, Artur e Breno Lopes. 

Ou seja:  se você sabe rezar, chegou a hora de se ajoelhar.  

 

ENDRICK – MUITO BOM
NOTA 6,5

Entrou no intervalo e mudou o jeito do Palmeiras jogar, tornando o nosso time muito mais ofensivo. Protagonizou várias jogadas perigosas e, pelo que jogou, mereceria ter feito o gol da classificação. Por que não começou como titular? Porque hoje tivemos mais alguns erros de português.

LUÍS GUILHERME – SATISFATÓRIO
NOTA 5,5

Poderia ter começado o jogo como titular no lugar do inútil Artur. Assim que foi a campo (somente aos 32 do segundo tempo), deixou nossa equipe muito mais ofensiva pelo lado direito.

KEVIN – BOM
NOTA 6

Pode não ter feito pela esquerda o que Luís Guilherme fez pela direita, mas esteve mais próximo ao gol. Além disso, mostrou personalidade ao cobrar – e converter – o pênalti.

FABINHO – REGULAR
NOTA 5

Trata-se de um primeiro volante, ou seja, um jogador de marcação, cujo futebol aparece mais quando estamos sendo pressionados. Quanto entrou, o Palmeiras só atacava e, por isso, não teve como se destacar.

FLACO LOPES – REGULAR
NOTA 5

Receberia avaliação e nota negativas, mas como deu um inteligente passe de calcanhar para Endrick quase conseguir concluir, conseguiu se salvar.

 

FOTOS: CESAR GRECO/AG. PALMEIRAS

12 Responses to TÁ MAIS CALMINHA AGORA, LEILA?

  1. roberto alfano

    Boa tarde caro Trevisan, a sua crônica como sempre perfeita, vamos ver se os dirigentes atendam.

    Gostaria de parabenizar os mais de 40 Mil torcedores que foi o mais bonito do jogo, desculpe mais não gostamos de perder desta maneira.

    Abraço.

    • Márcio Trevisan

      Olá, Alfano.

      Agradeço o elogio.

      Às vezes, derrotas servem para que futura vitórias comecem a ser construídas.

      Torçamos para que desta vez isso aconteça.

      Abs.

  2. Leonardo Madureira

    Bom dia Márcio. É incrível que em eliminações sempre nos da mais vontade de comentar. Sua crônica foi perfeita. Já sabia de nossa derrota assim que começaram os pênaltis. Espero que sua previsão esteja correta e ano que vem montemos um timaço. Queria somente fazer um adendo, você acha que era necessário no final aquela bicicleta, calcanhar e voleio? Fiquei xingando os jogadores com a sensação de que deveriam fazer o simples e afundar aquele goleiro do corpo fechado pra dentro. Quando o piquerez o fez, foi gol. Agora é torcer pelo Brasileiro e que nossas crias ganhem mais espaço. Abraço

    • Márcio Trevisan

      Olá, Léo.

      Na hora o jogador faz aquilo que lhe parece ser o melhor, mas nem sempre ele acerta, como pudemos ver. E, cá entre nós, a bicicleta do Rony só não acabou em gol porque o Romero é mesmo um goleiro sensacional.

      Quanto ao Brasileirão, ainda dá. Está difícil, mas se o grupo quiser buscar, poderá consegui-lo.

      Abs.

  3. Bom dia, Márcio.

    Muito boa a sua crônica e os tópicos que você abordou são realmente muito pertinentes ao nosso momento atual.

    Eu costumo dizer, e já disse aqui neste espaço, que o melhor emprego do mundo é o atualmente ocupado pelo Sr. Anderson Barros. A diretoria de futebol do Palmeiras é como um apêndice do corpo humano, ou seja, não serve para nada. O apêndice, porém, se manifesta quando inflama e gera a famosa apendicite, nos dando a possibilidade de retirá-lo. Esse senhor não inflama e ninguém percebe que ele está ali.

    Há males que vem para o bem. Se tivéssemos sido bem sucedidos nesta classificação e até mesmo conquistado o título da Libertadores este ano, seria implantada de vez a filosofia de que sem nenhum grande investimento se conquista tudo em futebol.

    Como em qualquer instituição, acredito que a associação de jovens talentos com a experiência de profissionais calejados resulta em grandes resultados. Espero que a Leila, como empresária que é, também adote esta mentalidade e deixe de acreditar que apenas meninos da base trarão títulos e dinheiro para o clube.

    Um abraço.

    Valter

    • Márcio Trevisan

      Valter, salve!

      Vc foi preciso: se ganhássemos a Libertadores menos reforços chegariam, com certeza.

      Mas, atenção: se ganharmos o Brasileirão, isso também ocasionará uma diminuição no ímpeto de contratações.

      Em relação ao Barros, ele é apenas o “pau mandado” da presidente, função que realiza com maestria.

      Por fim, a Leila sabe que para se ganhar títulos são necessários muito mais do que apenas garotos da base – mas ela também sabe quando é o melhor momento (para ela, claro) de ir às compras.

      Abs.

  4. Marcos Alvim

    Prezado Trevisan e amigos. Pela coletiva de ontem pode se perceber um Abel arrogante e teimoso. Aliás quase todo treinador ” vencedor” tem este traço de arrogância, insistência em erros e aí fica pior quando perde pois se fecha ao aprendizado e a humildade.

    Abel erra há muitos jogos e tais erros sempre acobertados pelos bons resultados.

    Leila errou de forma também arrogante

    A vida aos poucos ensina aos arrogantes!!! Fora LEILA
    VOLTA NOBRE

    • Márcio Trevisan

      Olá, Marcos.

      Vc tem razão: quase todos os técnicos raramente admitem um erro.

      No caso do Abel há, ainda, um agravante: por ser europeu, ele acredita que é superior a nós, sul-americanos (quem já foi a Portugal pelo menos uma vez sabe o que estou falando). E aí a arrogância é ainda maior.

      Em relação a Leila, é como eu escrevi: os reforços de peso chegarão no ano que vem pelos motivos que já expliquei.

      Abs.

  5. Gustavo Cantieri

    E o Merentiel, jogando pelo Palmeiras, nunca fez um lance como aquele.

    • Márcio Trevisan

      Olá, Gustavo.

      Como aquele não, até porque nas poucas vezes em que jogou atuou centralizado, e não como segundo atacante. Mas fez dois gols importantes.

      De qualquer forma, é fraco demais para jogar no Palmeiras.

      Abs.

  6. Caros palestrinos. Concordo com o nosso tutor, esse Artur é um inútil e o Abel continua insistindo com o cara. O Abel queria que acontecesse algo diferente jogando igual aos últimos jogos. Perdemos um primeiro tempo inteiro com essa escalação que já provou não dar certo. O tal Flaco é realmente bem flaco mesmo. Agora seja o que Deus quiser. O ano não foi dos piores, isso temos que aceitar.

    • Márcio Trevisan

      Olá, Tadeu.

      O ano não foi dos piores, com toda a certeza. Aliás, em minha opinião ele foi é muito bom, embora pudesse – e ainda possa – ter sido melhor.

      Abel errou feio no primeiro tempo e isso foi fundamental para a nossa eliminação, mas se tivéssemos reposto as perdas no elenco isso provavelmente não teria a acontecido.

      Abs.

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