COCHILOU. E QUASE QUE O CACHIMBO CAI.

Após inexistir no primeiro tempo, Palmeiras “acorda” e busca empate no Maracanã

WEVERTON – SATISFATÓRIO
NOTA 5,5

Mais uma vez não pode ser responsabilizado pelos gols que levou. E com exceção destes lances, não foi exigido em nada mais.

GARCIA – RUIM
NOTA 4,5

Após a má partida de Marcos Rocha na quinta, já esperava que ele ganhasse uma chance entre os titulares. Infelizmente, porém, não estava onde deveria estar nos dois gols vascaínos, o que complicou sua atuação. Na etapa final, contudo, tentou ajudar indo mais ao ataque. 

GUSTAVO GÓMEZ – MUITO BOM
NOTA 6,5

Foi muito bem no jogo aéreo, não perdendo uma única disputa. Além disso, como sempre esteve firme nos desarmes.

MURILO – RUIM
NOTA 4,5

Eu já vi zagueiro errar, furar, marcar gol contra, cometer pênalti imbecil e levar bola no meio das pernas. Mas hoje foi a primeira vez que vi um zagueiro se abaixar propositadamente para não cabecear uma bola. Sei que Murilo é um ótimo zagueiro, mas no primeiro gol que levamos foi tão mal, mas tão mal que, juro, pensei que era o Luan. 

PIQUEREZ – SATISFATÓRIO
NOTA 5,5

Também já esperava – ou melhor: já temia – que o cidadão acima voltasse hoje ao time. Como sempre, errou quase todos os cruzamentos, mas pelo menos esteve relativamente na marcação.

ZÉ RAFAEL -  SATISFATÓRIO
NOTA 5,5

Cumpriu taticamente aquilo que lhe foi imposto, sem brilhar mas também sem comprometer. Mas poderia ter aparecido um pouco mais no campo de ataque no segundo tempo.

RICHARD RÍOS – MUITO BOM
NOTA 6,5

No dia em que este rapaz aprender a soltar mais rapidamente a bola ele se tornará um craque. Mas, por enquanto, segue prendendo-a demais e, por isso, acaba não rendendo o que pode tanto individual quanto coletivamente. Mesmo assim, hoje foi um dos melhores do nosso time, pois correu o campo todo e ajudou tanto na defesa quanto na saída de jogo.

GABRIEL MENINO – BOM
NOTA 6

Jogou como “10″, mas todos sabemos que não tem bola para tudo isso. Assim, destacou-se nas bolas paradas e no cruzamento que resultou no gol marcado por Rafael Navarro.

ARTUR – BOM
NOTA 6

Até marcar o nosso gol de empate era figura nula em campo. Depois que fez seu primeiro com a camisa do Palmeiras, tornou-se o atacante mais perigoso do time, com boa jogadas individuais e perigosas conclusões a gol.

RAFAEL NAVARRO – BOM
NOTA 6

Se eu disser que ele teve uma atuação memorável, estarei exagerando. Mas valeu pelo seu empenho em campo e pelo belo gol que marcou, cabeceando como manda a regra: para o chão. Por muito pouco não fez outro, que nos teria dado a vitória.

DUDU – SATISFATÓRIO
NOTA 5,5

Ainda bem que foi de seus pés que surgiu a assistência para o gol de Artur, caso contrário teria sido mais uma atuação bem abaixo das que pode apresentar. Chegou a dar um chute tão ruim no segundo tempo que chegou a lembrar Bizu, Obina e que tais.

JOÃO MARTINS – BOM
NOTA 6

Não vou imputar a ele acertos e erros na escalação inicial porque, obviamente, não foi o amigo aí de cima quem a definiu. Assim, limito-me apenas a comentar a forma como nosso time jogou – ou dormiu – no primeiro tempo e o quanto João Martins nada fez para alterar tal situação. Por outro lado, após o intervalo, conseguiu fazer a equipe “acordar” e, por isso, chegamos ao empate e quase, mas quase mesmo, àquela que seria uma grande virada. Nas substituições, foi bem em todas, pois quatro das cinco que promoveu visaram dar ao Palmeiras um maior poder ofensivo, e a única que fez para reforçar nossa saída de jogo acertou na mosca. 

LÓPEZ – BOM
NOTA 6

Gostei de sua atuação. Entrou ligado, participativo e deu trabalho à marcação vascaína. Teria feito o nosso segundo gol se Artur não lhe roubasse tal façanha. 

FABINHO – MUITO BOM
NOTA 6,5

O cara joga apenas meia hora e, mesmo assim, termina o jogo como um dos melhores do Palmeiras, ao lado de Gómez e Ríos. Além de melhorar muito a marcação, ainda deu uma boa qualidade na saída de jogo.

ENDRICK – SATISFATÓRIO
NOTA 5,5

Creio que a precipitação que mostra em alguns lances só será corrigida, infelizmente, quando já estiver no Real Madrid/ESP, porque tal problema só se resolve com o tempo. No entanto, mais uma vez sua entrada tornou o Verdão mais presente no ataque.

LUÍS GUILHERME – SATISFATÓRIO
NOTA 5,5

Entrou para jogar aberto pela direita, mas acabou sendo mais útil no auxílio à marcação no setor.

JHON JHON – REGULAR
NOTA 5

Teve 19 minutos para tentar organizar alguma coisa em termos de jogadas no meio-campo, mas ficou apenas na vontade. Pelo menos não atrapalhou.

FOTOS: CESAR GRECO/AG. PALMEIRAS

19 Responses to COCHILOU. E QUASE QUE O CACHIMBO CAI.

  1. Bom dia Marcio e amigos,

    Sei que o Palmeiras poderia ter feito um jogo melhor, mas é interessante como esta equipe mudou nos ultimos tempos.
    Num passado não tão distante, o normal com 2 a 0 contra, seria a equipe começar a dar chutão pra frente e ver o que o Dudu poderia fazer.
    A equipe do Palmeiras, após os gols sofridos, continuou com a bola no chão até empatar, e como palmeirense que sou, sempre pensei em torcer para o Palmeiras assim.
    Sobre o Richard Rios, acho que a contratação foi acertada, não sente pressão nenhuma. Veremos…

    • Márcio Trevisan

      Rodrigo: de 2015 para cá, o Palmeiras mudou radicalmente e, graças a Deus, para melhor.

      Sobre RR, é como eu disse: no dia em que aprender a soltar a bola mais rapidamente, será um craque.

      Mas ainda é jovem – tem apenas 22 anos – e com certeza irá aprender.

      Abs.

  2. roberto alfano

    Boa tarde caro Trevisan, em uma maratona de jogos que o Palmeiras está, é natural que para alguns jogadores principais falte pernas, mais o resultado até poderia ser melhor no segundo tempo, valeu o esforço.

    Agora na próxima quarta-feira vem mais batalha.

    Avanti Verdão.

    Abraço.

    • Márcio Trevisan

      Olá, Alfano.

      Pois é: estamos em abril e já tem jogador reclamando de cansaço. Não só no Palmeiras, mas em todos os clubes.

      Quanta diferença de tempos atrás, não?

      Abs.

  3. Pergunta que não quer calar:_
    O goleiro no futebol sómente falha quando toma 1 gol no meio das pernas, através de 1 chute a 47,89 metros de distância da linha do gol, e a bola viajando a 0,00000143 km / hora ?
    Por que estou fazendo esta rocambolesca pergunta?
    Simplesmente por que o Weverton jamais poderia estar o tempo todo da jogada do 1° gol, praticamente na linha do gol.
    Desde o lançamento longo, e que a bola pratcamente atingiu a linha da grande area, até o toque de cabeça, o Weverton estava quase dentro do gol.
    Resumindo:_ Manoel Neuer, goleiro do Bayer de Munique e da Seleção da Alemanha, JAMAIS tomaria este gol, por jogar e cobrir os zagueiros praticamente na linha da grande area, como tem que ser a postura e posicionamento de 1 goleiro moderno.
    Weverton neste lance parecia 1 goleiro de 1930.
    Não foi FRANGO mas o posicionamento dele na jogada foi anacronico e ridiculo !
    Abçs.

  4. Bom dia, Márcio.

    Eu entendo toda a situação que o Palmeiras está vivendo em termos de jogos e competições mas, cá entre nós, esta situação não é novidade para ninguém.

    Desde quando sabíamos que iriamos disputar as competições que estamos disputando? Então, a choradeira do Abel de que são muitos jogos, que há o desgaste e blá blá blá já não cola mais. Bastava ter planejamento, fortalecer o elenco e rodar o time, que é o que ele tem procurado fazer.

    Aliás, as entrevistas pós jogo dos técnicos tem se tornado verdadeiros stand up de comédia ou palcos de exibição de egos. Com raras exceções, não se vê um treinador assumindo um erro por nada que acontece nas partidas. Sempre há explicações para tudo e os erros sempre são dos outros, inclusive dos atletas, como disse o Sampaoli ontem ao afirmar que sua atuação é mínima e que quem decide pelo futebol praticado são os jogadores, não ele.

    Dito isso – apenas para desopilar meu fígado – entendo a estratégia adotada pelo Palmeiras para o ano, mas não concordo 100% com ela. Explico.

    Em determinado momento da partida de ontem tínhamos em campo Garcia, Endrick, Fabinho, Luís Guilherme e Jhon Jhon. Molecada de futuro, mas que não tem estrutura para representar o Palmeiras. Tínhamos também Artur (marcou um belo gol, mas é recém chegado), Richard Rios (também recém chegado), Navarro (uma incógnita) e López (sendo recuperado por Abel). O empate se deu mais pela vontade do que pela técnica.

    O Palmeiras fica fraco quando se mexe em suas principais peças. Isso é resultado de uma filosofia de pouco investimento em jogadores mais experientes. Nenhuma decisão é perfeita, mas a nossa nos deixa vulnerável e muitas situações.

    Um abraço.

    Valter

    • Márcio Trevisan

      Valter, salve!

      O discurso do Abel é uma estratégia: ele escapa das perguntas com respostas evasivas e que culpam calendário, gramado, dirigentes, etc. Aliás, quase todos os técnicos fazem isso.

      As entrevistas pós-jogo dos treinadores apenas refletem a falta de capacidade e, sobretudo, de coragem da grande maioria dos repórteres.

      O Palmeiras adotou uma filosofia de valorizar as categorias de base, e está certíssimo nisso – os resultados dos nossos garotos e a quantidade de promoções à equipe principal falam por si só. Mas concordo contigo: há jogos e competições nos quais são necessárias “putas velhas”, senão a coisa não anda.

      Abs.

  5. Murilo ontem parecia aqueles beques de fazenda, chutão pra tudo quanto é lado quando dava pra dominar a bola e sair jogando tranquilamente. Eu gosto do Piquerez, acho um bom lateral. O Rony faz uma falta absurda nesse time, até por isso tomamos tanto contra ataque pois ele ajuda até na defesa.

    • Márcio Trevisan

      Ed: como eu disse, Murilo viveu uma tarde de Luan.

      Quanto ao Piquerez, desfrute-o. Mas para mim lateral que erra 90% dos cruzamentos e perde 50% dos duelos não serve.

      Por fim, de fato Rony nos faz falta exatamente por todos os motivos que vc citou.

      Abs.

  6. O que eu já entendi do Abel é que ele não muda o time de acordo com o que está acontecendo nos jogos e sim pelo que ele trabalhou nos treinos pra cada situação de jogo, então, ele já vai pra partida com tudo planejado do que vai fazer em cada momento do jogo, não importa se o cara tá arrebentando na partida, se ele planejou aquela mudança, ele vai fazer. Não sei se isso é bom ou ruim, mas já percebi que é a forma dele trabalhar.

    • Digo o que ele trabalhou nos treinos naquela semana em relação ao adversário que irá enfrentar. Acredito que ele treina uma situação pra caso estiver ganhando, treina outra pra caso tiver empatando e outra caso estiver perdendo. Uma das maiores reclamações que tinhamos dos treinadores anteriores é que não tinham planejamento e tática, pareciam que não tinham ideia de jogo. Do Abel não se pode reclamar disso, podem gostar ou não gostar, mas se tem uma coisa que ele faz é treinar com objetivo já definido pro jogo.

      • Márcio Trevisan

        Olha, Ed, se o Abel treina uma situação pra caso estiver ganhando, treina outra pra caso tiver empatando e outra caso estiver perdendo, eu não sei lhe dizer.

        Aliás, ninguém sabe, pois após a pandemia clube nenhum permite a presença de jornalistas nos treinamentos. Infelizmente.

        Abs.

    • Márcio Trevisan

      Ed: é um estilo de trabalho e, cá entre nós, tem dado “um certo” resultado – rs.

      Abs.

  7. Marcos Alvim

    Prezado Trevisan e amigos palestrinos ,desde o primeiro jogo c Água Santa quando não existe pressão por resultados o time entra dormindo, creio ser tratar de uma tranquilidade mal transmitida por Abel, a indolência de certos jogadores é irritante

    Agora como explicar que logo após finalmente Artur fazer o gol ,estar no melhor momento do jogo ele ser substituído? Qual gênio explica tirar ao mesmo tempo faltando ainda 20min de jogo Dudu e Artur por L Henrique e Fabinho ?

    • Márcio Trevisan

      Olá, Marcos.

      Vc tem razão: o excesso de confiança do Palmeiras em determinados jogos tem sido um problema visível e recorrente. Justamente por isso, precisa ser corrigido rapidamente, pois não será toda hora que o time conseguirá reverter um placar adverso.

      Quanto às substituições, a única explicação foi o cansaço exibido pelos dois jogadores que vc citou, pois tecnicamente eles estavam razoavelmente bem.

      Abs.

      P.S.: Ótimo vê-lo aqui novamente.

      • Marcos Alvim

        Sempre lhe acompanho ,o problema da escrita eo espaço as vezes pequeno e tenho dificuldade no visor de meu Android veja se consegue um formato melhor
        Abraço

  8. Meu caro tutor Trevisan, temos uma nova avenida em potencial se formando, a avenida Garcia. Aonde estava o cidadão nos dois gols do Vasco ? O cara nem apare nas filmagens, me fez lembrar do Egídio. Mas do jogo achei interessante o resultado, para quem estava perdendo de dois. Abraços.

    • Márcio Trevisan

      Olá, Tadeu.

      Vamos dar um tempo ao Garcia.

      Muito jovem, atuou como titular pelo Palmeiras no Maracanã pela primeira vez, e visivelmente sentiu a emoção.

      E no segundo tempo ele melhorou.

      Abs.

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