DE IGUAL PRA IGUAL

Palmeiras segura empate com o Flamengo/RJ no Maracanã. Dos males, o menor.

Meus amigos.

Empatar com o Flamengo/RJ em pleno Maracanã lotado não é, nem de longe, um resultado ruim. Afinal, o Verdão teve pela frente, se não a melhor, uma das melhores equipes do futebol sul-americano. Além disso, foram 70 mil os flamenguistas que incentivaram sua equipe do primeiro ao último minuto, e só quem já esteve em um estádio com tanta gente torcendo contra sabe o quanto é difícil contornar tal situação. Daí que, na opinião deste amigo de vocês, podemos, sim, comemorar a soma deste pontinho, pois é certo que serão poucas as equipes que conseguirão resultado igual e, menos ainda, aquelas que terão um melhor quando enfrentarem tal situação.

É claro que, como já era esperado, tivemos de adotar uma postura um pouco mais conservadora do que a que utilizamos em jogos contra adversários mais frágeis. Contudo, e isso é um ponto que me agradou bastante, estivemos longe, mas muito longe, mesmo, de sermos um time covarde, que só se defendeu. Não: todas as vezes em que tivemos a chance de sair jogando rapidamente ou, até mesmo, construir nossas jogadas ofensivas, o fizemos, e poderíamos ter chegado a pelo menos um gol não fossem dois detalhes: uma excepcional defesa de Hugo após chute de Danilo, já no fim do primeiro tempo, e a conhecida ausência de um comandante de ataque (algo que, infelizmente, irá perdurar até o meio deste ano – seja porque só então se abrirá a janela de transferências no futebol brasileiro, seja porque Endrick completará 16 anos e poderá assinar seu primeiro contrato profissional).

Nosso desempenho poderia ter sido melhor não fosse a qualidade rubro-negra. Danilo, por exemplo, só apareceu no ataque uma única vez – mas como poderia por lá ter dado as caras se era o principal responsável pela marcação de Arrascaeta. Dudu até começou bem, mas de novo caiu demais na etapa final – talvez devido a um desgaste natural, talvez a uma possível má preparação física). Gustavo Scarpa, sempre muito preocupado em ajudar Piquerez na marcação, também rendeu menos do que poderia – e isso mesmo, algumas vezes, ter se deslocado para o meio-campo na tentativa de ajudar Raphael Veiga, hoje apenas discreto,e muito bem marcado por João Gomes. E quando Veron entrou e se esperava algo mais agudo pela ponta esquerda, o que se viu foi simplesmente a troca do auxiliar do lateral uruguaio.

Faço questão de destacar, também, um lance penal a favor do Palmeiras. Para mim, o goleiro Hugo acerta um soco no rosto de Gustavo Gómez após a cobrança de um escanteio, aos 18 da etapa final. Foi intencional? Não. Mas a regra não diz nada sobre intenção, e sim sobre ação. Ele acertou a bola primeiro? Sim. Mas na sequência do lance o goleiro acertou, também, a cara do paraguaio. Desta forma, da mesma maneira que considerei legal o gol que levamos do Goiás/GO, considero ter havido erros do árbitro de campo e do VAR nesta jogada.

Em síntese, prezado palmeirense: o resultado foi justo e nada negativo dadas as condições já explicadas. Porém, se levarmos em conta nosso momento na tabela, aí a situação muda bastante: foram, até agora, apenas dois pontos somados e sete perdidos, o que nos dá o pífio aproveitamento de 22.2%. Ou seja: para que saiamos o mais rapidamente possível de tal enrosco, o Verdão terá de vencer o quanto antes, preferencialmente já na próxima rodada.

Azar “deles”.

O MELHOR: GUSTAVO GÓMEZ
Muito Bom – Nota 6,5


Sabe uma coisa da qual tenho medo? Do dia em que esse cara for negociado. O que joga este paraguaio é algo muito sério, e hoje ele foi muito bem em todas as jogadas de que participou, principalmente pelo alto.

MERECE ELOGIOS: MURILO
Muito Bom – Nota 6,5

Creio que ser muito difícil, mas a verdade é que assim que reunir condições de jogo novamente Luan deveria esquentar o banco do amigo aí de cima. Mesmo sem ser brilhante tecnicamente, Murilo é daqueles zagueiros que podemos chamar de confiável, pois sempre está muito bem posicionado em cada lance. Hoje, foi tão bem na marcação que irritou ainda mais o já sempre irritadinho Gabriel.

PALMAS PRA ELE: WEVERTON
Muito Bom – Nota 6,5

Em um clássico no qual os goleiros foram dois dos protagonistas, o nosso teve também o seu destaque. Primeiro iniciou, com as mãos, um contra-ataque logo aos 15 minutos de jogo que por muito pouco não terminou com o gol de Raphael Veiga. Depois, em termos de defesas, fez apenas uma considerada difícil, mas ela foi fundamental para que não levássemos o gol, já que defendeu o chutaço de Willian Arão aos 40 minutos do segundo tempo.

Os demais profissionais ficam com as seguintes avaliações:


Marcos Rocha e Abel Ferreira: Bom – nota 6
Piquerez, Danilo, Zé Rafael, Raphael Veiga, Dudu, Rony e Gabriel Veron: Satisfatório – nota 5,5
Gustavo Scarpa e Breno Lopes: Regular – nota 5
Rafael Navarro e Jaílson: Sem Avaliação – sem nota

 

FOTOS: CESAR GRECCO/AG. PALMEIRAS

6 Responses to DE IGUAL PRA IGUAL

  1. roberto alfano

    Boa noite caro Trevisan, bem colocado na sua boa crônica, não é fácil jogar no Maracanã lotado, ainda mais com o Flamengo.

    Gostei que jogamos de igual proporção, apesar que no Brasileirão temos que melhorar na classificação.

    Temos elenco para conseguirmos e vamos.

    Abraço.

    • Márcio Trevisan

      Olá, Alfano.

      Agradeço suas palavras.

      Creio que o Palmeiras se defendeu, sim, e não poderia ter sido diferente. Mas não se acovardou, o que é muito diferente.

      Também acredito que muito em breve começaremos a subir na tabela. Tomara que já neste sábado.

      Abs.

  2. Jogo médio com resultado razoável.
    2 perguntas
    1ª Como pode o técnico de futebol estar ali ao lado do campo e não perceber que o Rafael Veiga estava perdendo todas as divididas por absoluta falta de preparo físico e demorar séculos pra substituir o jogador?
    2ª Por que será que o atuesta (o maior cercador de galinhas do futebol mundial) esta sendo preservado de atuar em todos os jogos difíceis, ou seja, contra times de expressão ?
    Abçs.

    • Márcio Trevisan

      Olá, Jair.

      Vamos às suas respostas:

      1 – Sempre pode surgir a possibilidade de um pênalti. E Scarpa já havia sido substituído.

      2 – Existe uma aposta muito grande que ele deslanche no Palmeiras. Mas concordo que está demorando demais para, pelo menos, começar a mostrar trabalho.

      Abs.

  3. Bom dia, Márcio.

    De maneira resumida, sabe o que aconteceu no jogo de ontem? Ambos os times foram muito competentes em anular os principais pontos fortes dos adversários. O Verdão anulou Arrascaeta, que é um craque de bola, Gabigol e Everton Ribeiro. O Flamengo anulou Danilo, Veiga e Dudu. Logo, o placar de 0 x 0 é explicável e justo.

    Como disse o Abel em sua entrevista, foi um jogo técnico e estratégico, onde ambos os lados se saíram muito bem. Se acontecesse um gol na partida de ontem, não seria um protagonista a fazê-lo, mas algum coadjuvante.

    Um abraço.

    Valter

    • Márcio Trevisan

      Valter, salve!

      Creio que “anular” seja uma palavra um pouco forte demais quando se vê o que jogou o tal do Arrascaeta.

      Mas a marcação constante no uruguaio foi uma das razões da pouca presença de Danilo no campo de ataque.

      Abs.

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