O TIME QUE SE VIRA NOS 30

Em menos de meia hora, Palmeiras coloca a Macaca em sua devida jaula

Meus amigos.

Em tempos nos quais o maldito do “politicamente correto” parece tentar, incansavelmente, se infiltrar até no futebol, é muito bom ver o Palmeiras em campo. Não que o futebol demonstrado pela equipe nestes dois primeiros jogos tenha arrancado suspiros, claro, mas o que mais vem me chamando a atenção em 2022 é a forma como os jogadores estão encarando as partidas: seja fora de casa e sob escaldante calor, seja dentro de casa diante de um adversário um pouco mais tradicional, o Verdão se impõe, busca a vitória e só se permite relaxar quando a vitória está garantida.

Este tipo de atitude é bastante salutar, pois ao contrário do que apregoam os “nutellas” de plantão, não é pecado e nem falta de respeito driblar, chutar, marcar gols e vencer. Aliás, muito pelo contrário: quando assim age, o time mostra é muito respeito pelo seu oponente, pois a cada ataque, a cada lance em que tenta o gol, nada mais faz do que lhe mostrar que somente com um placar mais dilatado estará tranquilo em relação ao resultado de que precisa.

Nesta noite, por exemplo, a Ponte Preta/SP não teve sequer tempo para entender o que acontecia na Arena Palestra Itália, pois em menos de 30 minutos o jogo já estava definido. E não importa se os dois primeiros gols, marcados pelo estreante Murilo e por Luan, foram frutos de bola parada, pois o terceiro, feito por Rony, só aconteceu graças à rapidez de raciocínio e de Zé Rafael e do talento de Raphael Veiga no lançamento. Ou seja: o Verdão mostra neste início de temporada ser uma equipe com predicados diversos.

E se mantiver a forma como começou, talvez ao Palmeiras nem sejam precisos 30 minutos para que as vitórias sejam obtidas.

O MELHOR: GUSTAVO SCARPA

O que esse cara é importante para o nosso time não é pouca coisa. Se atua improvisado pela ala esquerda, dá uma força enorme à marcação e ainda consegue sair pro jogo; se joga pela ponta esquerda e fechando pelo meio, protagoniza grades jogadas. Isso, claro, sem falar nas assistências quase perfeitas que dá a seus companheiros, como fez hoje, mais uma vez, e em duas oportunidades (nota 8).

MERECE DESTAQUE: LUAN

Todo mundo sabe quem é Luan e o que dele podemos esperar. Então, quando ele tem uma atuação como a desta noite, é dever de todo analista render-lhe a homenagem que faz por merecer. Além do belo gol que marcou, ainda esteve firme na marcação, liderando o setor defensivo palmeirense (nota 7,5).

PALMAS PRA ELE: MURILO


Mas que bela estreia como titular, hein, amigo! Talvez nem mesmo o próprio Murilo esperava que poderia render tanto logo em seu primeiro jogo entre os 11. O gol que fez, meio sem querer, foi apenas a “cereja do bolo” de uma atuação bastante segura. é verdade que, em um ou dois lances, hesitou na hora de tomar a decisão correta – mas acabou por tomá-la, e isso é o que mais importa (nota 7).

Os demais jogadores ficam com as seguintes avaliações:

Rony – nota 7
Marcelo Lomba, Piquerez, Marcos Rocha, Danilo, Zé Rafael, Raphael Veiga e Dudu
– nota 6,5

Jaílson – nota 6
Gabriel Menino, Gabriel Veron e Breno Lopes – nota 5,5
Deyverson – sem nota

O TREINADOR: ABEL FERREIRA

Queira Deus que este elogiável início do nosso treinador seja mantido por toda a temporada, pois se isso acontecer as chances de ternos um 2022 ainda melhor do que 2020 e 2021 serão muito grandes. Hoje, Abel Ferreira foi ótimo em tudo o que fez, a começar pela escalação inicial – manteve 8 dos 11 titulares da partida de domingo, e como Weverton e Gómez estão em suas seleções a única mudança que, de fato, promoveu foi a volta de Marcos Rocha no lugar de Mayke. No aspecto tático, justamente pelos titulares que escolheu, esperava-se um Palmeiras no 3-5-2 ou, então, no 3-4-3, mas ciente da superioridade técnica em relação à Macaca ele montou o time no tradicional 4-4-2 que, quando tínhamos a bola, rapidamente se transformava no 4-3-3, com Scarpa bem aberto pela ponta esquerda. Este tipo de postura deu um nó na cabeça do técnico Gílson Kleina (lembram-se dele?) que, atônito, viu sua equipe levar três gols em apenas 27 minutos. Em outras palavras: ao contrário do que diz a famosa canção, para a Ponte Preta teve, sim, cabimento, entregar o jogo no primeiro tempo. Nas alterações que promoveu, destaque para a entrada do estreante Jaílson, mas na zaga, e de Deyverson, já no fim do jogo, apenas para ganhar o aplauso da torcida pelo inesquecível gol que fez (nota 7).

CRÉDITO FOTOS: CESAR GRECO/AGÊNCIA PALMEIRAS

10 Responses to O TIME QUE SE VIRA NOS 30

  1. roberto alfano

    Bom dia caro Trevisan, mais um bom teste para o Mundial, temos Time para brigar.

    Abraço e Feliz 2022.

    • Márcio Trevisan

      Olá, Alfano.

      Desejo o mesmo a vc e aos seus.

      Em relação ao Mundial, vc tem razão: temos condições de brigar. Mas é inegável que o Chelsea/ING é melhor (só que o Flamengo/RJ também era…).

      Abs.

  2. Marcião. Eu estava com saudades de vc. Oxalá
    suas redações sejam para comemorar importantes vitórias este ano.

    • Márcio Trevisan

      Olá, Tadeu.

      As saudades eram recíprocas a todos vcs.

      Oxalá, mesmo, minhas crônicas pós-jogo sejam sempre como as duas primeiras deste ano.

      Abs.

  3. Ola Marcio
    Ótimo 2.022 pra você e familiares.
    Estou até agora aguardando você fazer 1 matéria sobre os resultados da base, títulos de campeão no sub-15, sub-20 e a Copa São Paulo de Futebol Junior que finalmente ganhamos.
    Foi uma felicidade ver o futebol de Endrick e Giovanni.
    Por falar nisso, Endrick foi campeão e fez gols no sub-15, sub-20 e Copa São Paulo.
    Apenas no sub-17 ele foi vice-campeão, após de maneira inexplicável ele ter sido retirado do jogo final contra o time da av. marginal sem nº no Allianz Parque, mesmo depois dele fazer aquele gol antológico de mais de 60 metros de distância no campo da fazendinha, quando o Palmeiras venceu por 3 x 1.
    Por que será que o técnico do Sub -17 não levou o Endrick pro jogo final ?
    Abçs.

    • Caros Trevisan e Jair, boa tarde.

      Eu creio que no dia dia da final, que pagamos enorme mico para os gambás, a não escalação do Endrick foi porque ,,,, ele estava, junto a algum genial diretor ou conselheiro do Palmeiras, em alguma agência de viagem cuidando dos preparativos dele e da família para … o passeio para a Disneylandia, conforme as humilhantes palavras do portuga. Mas precisamos entender que o ciúmes é mesmo algo muito doentil. Imagina para o Abel, o Endrick brilhando na mídia mais do que ele. Com certeza doe muito no coração de nosso novo Don Felipe.

      Agora, se o treinador do sub17 não tiver uma belíssima desculpa por não ter escalado o Endrick no jogo final, (kkk, priorizando “o grupo e a panelinha”), deve ter a demissão sumária.

      Ah, o tal de Orlando Ribeiro, treinador do sub17, já pode se vangloriar e por no curriculum dele: Endrick foi campeão em todas as categorias, menos na sub17. Obra do genial Orlando Ribeiro. Parabéns Orlando. Tem o mesmo futuro do Oswaldo de Oliveira ( “bota o gabriel, bota o gabriel”).

      Falando sério,

      • Márcio Trevisan

        Olá, Jurandir.

        Agradeço seu post.

        Mas não posso comentar as categorias de base porque não acompanho os treinamentos e os jogos.

        Por elas, apenas torço.

        Abs.

    • Márcio Trevisan

      Olá, Jair.

      Retribuo os votos.

      Desde que criei este site, em 2011, nunca cobri as categorias de base ou a Copa São Paulo de Juniores (em todos os anos que a perdemos).

      Então, por uma questão de coerência, decidi também não tratar do assunto quando a ganhamos.

      Abs.

  4. Bom dia, Márcio.

    Realmente, o Verdão foi matador e não precisou de muito para apaziguar a fera de Campinas (cá entre nós, nem é tão fera assim).

    Concordo plenamente com você e fico feliz em ver o Palmeiras sendo Palmeiras. Não há nada de errado em se impor, principalmente frente a um adversário mais fraco.

    Mudando um pouco de pato pra ganso, fiquei surpreso com o fato de você não ter publicado nenhum post sobre a conquista da Copa São Paulo. Alguma razão especial?

    Um abraço.

    Valter

    • Márcio Trevisan

      Valter, salve!

      Desde que criei este site, em 2011, nunca cobri a Copa São Paulo de Juniores em todos os anos que a perdemos.

      Então, por uma questão de coerência, decidi também não tratar do assunto quando a ganhamos.

      Abs.

Deixe uma resposta para Valter Cancelar resposta

O seu endereço de email não será publicado Campos obrigatórios são marcados *

*

Você pode usar estas tags e atributos de HTML: <a href="" title=""> <abbr title=""> <acronym title=""> <b> <blockquote cite=""> <cite> <code> <del datetime=""> <em> <i> <q cite=""> <strike> <strong>