A “LIBERTA” É LOGO ALI, VALENTIM!

Palmeiras vence outra, chega aos 50 pontos e fica mais próximo de sua 18ª Copa Libertadores

Amigo palmeirense, serei sincero com você: ainda é possível sermos decacampeões neste ano? Sim, claro que é possível: matematicamente é possível. Mas é real a probabilidade disso acontecer? Não, claro que não é: matematicamente é improvável.

Então, cada vitória – ou mesmo cada bom resultado – que o Palmeiras obtiver até o fim deste Brasileirão deve ser encarado como um passo a mais rumo ao mais concreto objetivo que o time neste momento: a classificação para a próxima Copa Libertadores da América – que, neste caso, será a 18ª da história do clube, fato que o colocará na liderança dentre todos os clubes do País, muito provavelmente ao lado do Grêmio/RS e do São Paulo/SP.

Por isso, estes 2 a 0 que o Verdão impôs à Ponte Preta/SP na noite desta quinta-feira, no Pacaembu, merecem ser, sim, muito comemorados. Ainda que não tenhamos jogado um futebol de encher os olhos, o fato é que em nenhum momento permitimos que o adversário se impusesse em campo, como acontecia quase que invariavelmente até bem poucos dias atrás. E a principal razão disso tem explicação: o grupo parece ter abraçado o novo treinador.

Alberto Valentim: começo pra lá de animador e total apoio do grupo

Nas entrevistas pré e pós-jogo, alguns atletas (como Dudu e Keno, por exemplo) deixaram de lado o famoso chavão “isso é com a diretoria” e declararam abertamente o apoio à sua efetivação como comandante não só até o fim de 2017, mas também em 2018.

Claro que sempre é muito fácil elogiar o trabalho de todos quando se vence, e Alberto Valentim até agora só venceu. Contudo, parece evidente que os jogadores torcem para que ele, ao final deste ano, seja efetivado. E o ex-auxiliar faz por merecer tal apoio: em pouquíssimo tempo e promovendo apenas uma troca no grupo (sacou Deyverson e colocou Keno), ele conseguiu deixar a equipe mais leve, com mais saída de jogo. Praticamente acabaram-se os chutões para frente, visando sempre ao desvio de cabeça do atacante que, sabe-se lá por quê (ou melhor: sabe-se muito bem por quê), o ex-treinador indicou a contratação.

Hoje, por sinal, isso ficou muito claro: mesmo quando a Macaca ousou incomodar um pouquinho mais, chegando inclusive a criar duas reais e seguidas chances de abrir o placar, o Palmeiras manteve-se sereno e, melhor ainda, dono absoluto das ações. Isso se deu, também, pela boa atuação de Mayke – o que até certo ponto chega a ser uma surpresa – e pela excelente partida de Egídio – o que até certo ponto chega a ser um milagre.  Além disso, é evidente que Moisés está mais solto, chegando mais ao ataque, e com isso os homens de frente, sobretudo Willian Bigode e, como vimos hoje, até mesmo Borja, também participam mais efetivamente do jogo.

Por tudo isso, Valentim vem merecendo, sim, o apoio que tem recebido do grupo, mas o futebol é pragmático: se não há bom resultado, não há bom trabalho. Isso não é uma verdade na vida, claro, mas é a verdade da bola. Assim, a primeira grande prova do novo quase técnico do Palmeiras e deste Palmeiras quase novo será domingo à tarde, contra o Grêmio/RS, na capital gaúcha.

Se a provável vaga à Libertadores/2018 e o improvável título do Brasileirão/2017 ficarem ainda mais próximos, Alberto Valentim ficará, também, mais próximo de sua efetivação.

ANÁLISES INDIVIDUAIS

FERNANDO PRASS – 6
BOM

MAYKE – 6,5
  MUITO BOM

EDU DRACENA – 5,5
SATISFATÓRIO

JUNINHO – 5
REGULAR

EGÍDIO – 8
EXCELENTE

BRUNO HENRIQUE – 5
REGULAR

TCHÊ TCHÊ – 5,5
  SATSFATÓRIO

MOISÉS – 6,5
MUITO BOM

KENO – 7,5
ÓTIMO

WILLIAN BIGODE – 5
REGULAR

DUDU – 7
ÓTIMO

ALBERTO VALENTIM – 6,5
MUITO BOM

BORJA – 6
BOM

AROUCA – SEM NOTA
SEM AVALIAÇÃO

FELIPE MELO – SEM NOTA
SEM AVALIAÇÃO

FOTOS: CÉSAR GRECO/AG. PALMEIRAS

20 Responses to A “LIBERTA” É LOGO ALI, VALENTIM!

  1. Márcio,

    Hoje recebemos uma das melhores notícias do ano: “a renovação do Mano com o Cruzeiro”. Afinal lugar de “Mano é Minas”, com perdão do trocadilho. Como disse em post passado sou absolutamente contra a sua vinda ao Palmeiras. E, também, acho que só deveríamos abrir mão do Valentim se fosse para trazer Abel Braga, caso contrário, manteria, sem pestanejar, o Aberto Valentim, que, ao que parece, tem o apoio total do grupo.

    Abcs……

    • Márcio Trevisan

      Hélio: minha primeira opção caso Valentim não dê certo é Abel Braga.

      Se não for possível, daria uma chance a Renato Gaúcho.

      Abs.

  2. Márcio,

    Hoje recebemos uma das melhores notícias do ano: “a renovação do Mano com o Cruzeiro”. Afinal lugar de “Mano é Minas”, com perdão do trocadilho

    • Márcio Trevisan

      Concordo, Hélio.

      Nos gosto do estilo de Mano Menezes, retranqueiro demais em minha opinião.

      Abs.

  3. Fábio P. R.

    E não é que o Verdão tem o melhor ataque da competição? 43 gols. Pena que a defesa (30 gols) não acompanhe…

    • Márcio Trevisan

      Pois é, Fábio: melhor ataque da competição tendo Deyverson como centroavante.

      Já pensou se tivéssemos César Maluco, Heitor, Pantera, Evair, Mirandinha, Toninho, Alex Mineiro…?

      Abs.

  4. Bom dia, Márcio e Colegas.

    Gostaria de iniciar um debate com o Márcio e os Colegas Palmeirenses!

    Em uma situação como essa, onde o grupo parece que “abraçou” Valentin, convém contrariar o grupo? Justifica trazer um treinador mais competente e com pouca aceitação do elenco?

    É válido aceitar o fato de que o grupo escolha por quem será liderado – e com isso, dará o sangue em campo – ou impor a ele um líder escolhido pela diretoria?

    Um abraço.

    Valter

    • Júnior Colletti

      Prezado Amigo Valter, boa tarde!

      Permita-me entrar então neste debate: considerando as hipóteses por você levantadas, não há como não citar o Brasileiro de 2009, quando Jorginho Cantinflas assumiu, interinamente, e o Palmeiras realizou jogos que nos encheram os olhos. Depois, conseguiram contratar Muricy Trabalho Ramalho, e a vaca foi pro brejo levando o título quase ganho, vaga na libertadores e uma fase horrível que durou até 2015.

      Particularmente, só dispensaria o Valentim se fosse para trazer Renato Gaúcho ou Abelão, nesta ordem. Caso contrário, com a vaga à Libertadores garantida, eu o manteria e daria condições para a montagem do elenco de 2018. Por que? Porque com ele ou outro no comando, caso o início da temporada seja oscilante, certamente a Direção troca quem for. Quem sabe Valentim erra menos que qualquer outro neste cenário?

      E você, o que acha?

      Abraço!

      • Obrigado por dividir suas ideias, Colletti.

        Eu também efetivaria o Valentim. Acho que toda equipe deveria escolher por quem deseja ser liderada, pois fica mais fácil de cobrar resultados. Seu exemplo de 2009 foi muito bem lembrado.

        Acabei de ler que a diretoria do Santos havia demitido o Levir Culpi, os jogadores pediram para ele ficar e a diretoria voltou atrás na decisão. Isso reforça um pouco daquilo que penso.

        Sério que você traria o Renato Gaúcho? Rapaz, acho esse cara mala pra caramba e não vejo nada de excepcional nele.

        Um abraço.

        Valter

    • Márcio Trevisan

      Valter: é claro que o grupo deve ser ouvido.

      Mas não se iluda: se os resultados não acontecerem, ninguém fica fechado com o treinador. E mais: os que ficarem de fora farão o mesmo bico que fizeram com Cuca e seus antecessores. Jogador de futebol é assim, mesmo.

      Então, é simples: se a campanha do Palmeiras nesta reta final de Brasileirão for positiva, Valentim tem alguma chance de permanecer em 2018. Caso contrário, outro treinador virá, pode ter certeza.

      Abs.

  5. Júnior Colletti

    Bom dia amigos!

    Márcio, já que iniciou sua crônica falando em dados matemáticos, ontem a noite me martelou na cabeça essas questões, claro, sempre com o “se”: se tivéssemos, ao menos, empatado em casa contra “eles” e as sardinhas; ganhado do Bahia no returno; estaríamos na vice-liderança isolada, a apenas 03 pontos da “vaca que subiu sozinha na árvore”, porém, com confronto direto ainda por realizar. Ou seja, 04 pontos que seriam simples de conquistar e tirando dois “deles”. Sem falar aqui em resultados do primeiro turno contra Coritiba, Chapecoense, e “elas”, ou seja, times que lutam pra não cair e que perdemos pontos preciosos.

    Quanto ao jogo, percebe-se uma condição muito mais próxima daquela que precisávamos no início da temporada. Parece que as fases ruins de jogadores como Moisés, Tchê Tchê e Dudu passaram, bem como, o ótimo Keno finalmente chegou ao Palmeiras.

    Um jogo e um gol não podem ser parâmetro para mudar quase um ano, mas, a jogada do segundo gol realizada pelo Borja é coisa de quem entende de bola, não de perebas como Ceifador, Fernandão, Betinho, Ricardo Bueno, Caio Mancha, Jô, Roger… e por aí vai… que ele tenha se encontrado e o Valentim tenha também encontrado uma forma dele jogar e ajudar com gols.

    Abraços!

    • Márcio Trevisan

      Colletti: seus cálculos estão corretos.

      Mas há o outro lado desta história: se “eles” não tivessem perdido para Atletico/GO, Vitória/BA e Bahia/BA, jogos em que eram 100% favoritos, o Brasileirão já teria acabado.

      Em relação ao Borja, ninguém discute sua qualidade técnica e seu poder de finalização, mas esse negócio de não se adaptar está demorando muito. Tá na hora de ele entender que precisa dar um jeito, senão vai acabar voltando pra Colômbia.

      Abs.

  6. Roberto Alfano

    Bom dia, muito boa está vitória, bem como seu comentário caro Trevisan, o próximo jogo é aquele de 06 pontos!!!!!

    Só depende de nós, jogarmos bem lá na casa do adversário e tentar impor, vale a pena.

    Força Verdão.

    Abraço.

    • Márcio Trevisan

      Obrigado, Alfano.

      É muito difícil vencer o Grêmio/RS, ainda mais em Porto Alegre/RS, mas não custa nada tentar – rs…

      Abração.

  7. Marcio. Creio que agora é a verdadeira oportunidade do Borja. Ele já passou por um período de adaptação e ao mesmo tempo não pode perder essa oportunidade de jogar e mostrar o seu valor.

    • Márcio Trevisan

      Concordo, Tadeu.

      Ele precisa de uma sequência, mas isso só acontecerá se Bigode não puder jogar.

      Não dá para tirar Dudu e Keno do time neste momento.

      Abs.

  8. Antonio Manara

    Bom dia Marcio, estamos no aproximando de um futebol de toques, com a bola no chão com passes curtos e rápidos. Sei que ainda falta muito para podermos jogar um futebol onde a bola corre e o jogador não. Hoje temos um trio de ataque rápido e com troca de posições que atrapalham a defesa adversária, prova essa que com a saída do bigode, pensei, agora complicou, mas não continuamos iguais.

    • Márcio Trevisan

      Olá, Manara.

      Bigode e Borja têm formas distintas de jogar. O que aconteceu é que o time se adaptou à maneira do colombiano e facilitou a vida dele – o que, aliás, é ótimo.

      Abs.

  9. Marcio

    Achei o time muito aberto, sei que jogamos em casa e buscávamos o resultado, mas não da pra jogar assim contra Cruzeiro e Corinthians .

    Abs

    • Márcio Trevisan

      Olá, Rodrigo.

      Cada jogo merece uma postura diferente, o que não significa dizer que teremos uma formação tática diferente.

      De fato, quando jogarmos contra Cruzeiro/MG, Corinthians/SP ou mesmo neste domingo, diante do Grêmio/RS, teremos de tomar mais cuidados defensivos. Porém, se quisermos garantir a vaga na Libertadores o quanto antes, teremos de tentar vencer todos os jogos.

      Agradeço seu post e lhe dou as boas-vindas a esta seção. Escreva sempre!

      Abs.

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