QUE SE CALEM TODAS AS CORNETAS!

Derrota em casa para o Bahia/BA não pode serstart para crise no Palmeiras

  

Meus amigos.

Eu não gosto de perder, vocês não gostam de perder, ninguém gosta de perder. Contudo, como todos sabemos, derrotas são parte inerente à vida cada um de nós. Algumas, diante de situações ou momentos, já são esperadas; outras, porém, nos pegam de supetão, e neste caso parecem ser ainda mais dolorosas. Mas nem por isso baixamos a cabeça, acatamos a adversidade sem procurar entender por que ela se deu, deixamos de corrigir os erros que possamos ter cometido e, principalmente, permitimos que críticas, muitas vezes infundadas ou exageradas, coloquem por terra tudo o que construímos e, sobretudo, tudo o que ainda temos a certeza de que construiremos.

É exatamente desta forma que eu, vocês e todos os alviverdes devemos encarar e entender a derrota que sofremos para o Bahia/BA, nesta noite, em plena Arena Palestra Itália. O resultado, claro, foi ruim, pois poderíamos ter aberto o placar logo aos 6 minutos de jogo, quando Maurício perdeu uma chance claríssima, ou já na etapa final, quando a zaga baiana salvou em cima da linha aquele que seria o primeiro gol de Vítor Roque pelo Verdão. E também foi surpreendente, pois o Palmeiras jogou em casa, não perdia havia nove jogos e vencera os últimos sete, sendo cinco destes no campo adversário. Mas por isso devemos criticar a equipe, pedir a saída de jogadores ou até mesmo a demissão do treinador?

Não, absolutamente não. Sei que o tropeço nos tirou momentaneamente da liderança do Campeonato Brasileiro e nos relegou apenas à 2ª colocação na classificação geral ao fim desta que foi a sexta rodada da competição. Mas a competição ainda está muito no começo, muito sobe e desce ainda serão vistos em ambas as pontas da tabela e o que importa, na verdade, não é ser líder agora, ao fim do primeiro turno ou mesmo na penúltima rodada do returno – o que vale é ver o Verdão no primeiro lugar na noite de 21 de dezembro deste ano, quando – aí, sim – terá sido encerrado mais um Brasileirão.

Portanto, prezado palmeirense, não nos deixemos levar por alguns de meus colegas de Imprensa, torcedores e sobretudo por pseudotorcedores que, por motivos pessoais, fúteis ou até mesmo desonestos, querem mais é ver uma nova crise se instalar em nosso clube.

Ou, em outras palavras, não demos ouvidos às cornetas que, se silenciadas, são muito mais úteis do que quando que estão em ação.

 

WEVERTON: BOM
NOTA 6

GIAY: SATISFATÓRIO
NOTA 5,5

 

GUSTAVO GÓMEZ: REGULAR
NOTA 5

 

BENEDETTI: REGULAR
NOTA 5

 

PIQUEREZ: REGULAR
NOTA 5

 

ANÍBAL MORENO: SATISFATÓRIO
NOTA 5,5

 

RICHARD RÍOS: REGULAR
NOTA 5

 

MAURÍCIO: REGULAR
NOTA 5

 

FELIPE ÂNDERSON: RUIM
NOTA 4,5

 

 

FLACO LÓPEZ: SATISFATÓRIO
NOTA 5,5

 

FACUNDO TORRES: SATISFATÓRIO
NOTA 5,5

 


ABEL FERREIRA: REGULAR
NOTA 5

 

ESTÊVÃO: BOM
NOTA 6

PAULINHO: BOM
NOTA 6

 

VÍTOR ROQUE: BOM
NOTA 6

LUCAS EVANGELISTA: SATISFATÓRIO
NOTA 5,5

EMI MARTÍNEZ – REGULAR
NOTA 5

 

IMAGENS: CESAR GRECO/AG. PALMEIRAS

10 Responses to QUE SE CALEM TODAS AS CORNETAS!

  1. roberto alfano

    Boa tarde caro Trevisan, é velha lenda do Futebol, quem não faz Toma, me desculpe mais não podemos tomar Gol nos acréscimos!!!

    Abraço.

    • Márcio Trevisan

      Olá, Alfano.

      De fato: e existe uma verdade absoluta bno futebol, esta é a que você citou.

      Quanto a tomar gols nos acréscimos, é bem mais dolorido. Mas faz parte.

      Abs.

  2. Esta nitido, claro e cristalino que o
    Palmeiras é muito mais eficiente fora de casa.

    • Márcio Trevisan

      Olá, Jair.

      Respondo a você com as mesmas palavras que disse ao Eduardo, logo aí embaixo.

      O fato de termos somado mais pontos fora do que dentro de casa tem uma explicação simples: quando jogamos longe de nossa torcida, o adversário tem de sair pro e, com isso, nos dá mais espaço para criar e atacar.

      Abs.

  3. Bom dia, Márcio.

    Não acho que jogamos mal, mas o Bahia jogou muito bem. Ceni soube entender o jogo de uma forma muito inteligente e moveu peças ao longo da partida de maneira muito eficiente. Além disso, os próprios jogadores do Bahia se dedicaram intensamente para sair com o primeiro triunfo no estádio do Verdão.

    Claro que o resultado não é terra arrasada, mas gostaria de chamar a atenção para um ponto que classifico como importante: pela primeira vez tivemos o que considero de força máxima no ataque (Vitor Roque, Paulinho, Estêvão e Flaco López) e, sinceramente, todos foram mal. Por um momento, achei que daríamos um show de bola na defesa do Bahia, mas os defensores jogara muito bem.

    Não vejo esta derrota como um demérito para o Palmeiras, mas com todos os méritos para o Bahia. Foram muito inteligentes e mereceram o resultado positivo.

    Um abraço.

    Valter

    • Márcio Trevisan

      Valter, salve!

      Concordo com quase tudo p que vc escreveu.

      Minha única discordância é que os quatro que você citou foram mal. Até pelas notas que concedi (5,5 para Flaco e 6 para os demais citados por você), vi o jogo de uma maneira diferente da sua.

      Mas é claro que todos eles poderiam ter ido muito melhor…

      Abs.

  4. Bom dia a todos,
    Ontem o fator campo não fez diferença, e desta vez, não senti a presença do Evair em campo, era o Flaco mesmo…
    O time tem jogado melhor fora de casa.
    Abraços !

    • Márcio Trevisan

      Olá, Eduardo.

      Esperar que Evair “baixasse” novamente seria esperar demais. Em 95% dos jogos teremos apenas Flaco López, mesmo.

      O fato de termos somado mais pontos fora do que dentro de casa tem uma explicação simples: quando jogamos longe de nossa torcida, o adversário tem de sair pro e, com isso, nos dá mais espaço para criar e atacar.

      Abs.

  5. Marcos Alvim

    Bom dia Trevisan amigos, como ganhamos na Bolívia e jogar lá é realmente difícil, nosso psicológico retornou ” cansado ” lógico, porém o que justifica o Palmeiras estar mal escalado num 424 ???? Simplesmente porque Abel menosprezou , algo contumaz que faz , menosprezou o Bahia achando que o time ganharia c qq time, tanto que ” poupou” jogadores como Estevão, Vitor Roque e o próprio Paulinho, foi uma escolha e errou feio
    Agora não poder reclamar ? E quem o faz é lacrado de corneteiro ?? Aí não, aí é passar muito pano para o Português que trabalhou mal , principalmente o psicológico para ganhar , pois perdemos no primeiro tempo e parte do segundo quase todas segundas bolas

    Perdemos 3 pontos pq o próprio Abel estava cansado, aí que preguiça, quem não entra c vontade de ganhar realmente perde

    • Márcio Trevisan

      Olá, Marcos.

      Vamos por partes:

      1 – O Palmeiras não jogou no 4-2-4. O Palmeiras jogou no 4-3-3, pois nosso meio-campo foi escalado com Moreno, Ríos e Maurício. O detalhe é que este último atuou bem mais à frente do que deveria, se tornando, assim, quase um segundo centroavante. Além disso, quando não tínhamos a bola no primeiro tempo, Felipe Ânderson recuava para formar segunda linha de marcação.

      2 – A decisão de poupar Estêvão, Paulinho e Vítor Reis foi, sim, um equívoco do português. Embora eu entenda porque ele agiu assim (a sucessão de jogos e viagens em curto espaço de tempo é insana – e eu sei bem o quanto isso é desgastante), acabou por passar a alguns torcedores uma certa soberba, é fato.

      3 – É claro que pode reclamar e, quem o fizer, nem por isso será corneteiro. Apenas disse que não devemos transformar esta leve chuva em uma tempestade e, principalmente, não devemos dar ouvidos a quem no fundo só quer saber de tumultuar o ambiente (creio que você sabe muito bem a quem me refiro).

      4 – Discordo que não tivemos vontade de ganhar. Ao contrário de outras partidas o time foi pra cima, criou chances mas, como sempre, desperdiçou muitas chances.

      Abs.

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