Mesmo covarde, Verdão está na 8ª final de Libertadores. E não importa contra quem será.
Meus amigos.
Se eu lhes perguntar se preferem a Seleção Brasileira de 1982, que “ganhou” o mundo mas não ganhou a Copa, ou a Seleção Brasileira de 1994, que ganhou a Copa mas não “ganhou” o mundo, talvez muitos escolherão a segunda opção – afinal, como diria o inesquecível locutor Ennio Rodrigues, “o que vale é bola na rede”.
Respeito a opinião de quem opta por Taffarel, Cafu, Gilberto Silva, Zinho, Bebeto, Romário e que tais, mas me reservo o direito de escolher Júnior, Cerezo, Falcão, Sócrates, Zico, Éder e todos aqueles craques sensacionais que tive o prazer de ver jogar – muitas vezes, por sinal, contra o nosso Palmeiras, o que geralmente não terminava bem para o nosso lado.
Fiz este longo “lead”, que no Jornalismo de antigamente chamávamos de “nariz de cera”, obviamente para ilustrar o que foi a classificação do Verdão para a 8ª final de Copa Libertadores da América de sua história, recorde absoluto em termos nacionais. Assim como todos vocês, é claro que vibrei muito quando terminou a decisão por pênaltis, mas confesso que ver o nosso time alcançar seus objetivos jogando de forma covarde meio que joga água no meu chopp (muito embora não consuma este tipo de bebida).
Admito que em torneios eliminatórios como este é preciso ter a inteligência de se jogar pelo resultado de que se necessita, mas ainda que reconheça no Fluminense/RJ uma equipe muito boa é inegável que a nossa lhe é muito superior. Então, atuar defensivamente, diminuir ao máximo os espaços ao adversário e quase não sofrer nenhum tipo de pressão não resulta, obrigatoriamente, em um futebol covarde, capaz de fazer o Palmeiras acertar seu primeiro chute no gol aos 34 minutos do segundo tempo.
Abel tentou fazer aqui o que fizera lá. Deixou o time carioca ter a bola na maior parte do jogo, montou uma linha defensiva com cinco – e às vezes até mesmo com seis – jogadores e acreditou que teria no Palestra as mesma chances que teve no Maracanã. Ele estava errado, e este erro só não nos custou a vaga porque nossos batedores foram perfeitos e, principalmente, porque Carlos Miguel se redimiu da falha na primeira partida e pegou a cobrança de Nonato.
Aliás, nosso portuga sabe que pisou na bola. Mesmo sem admitir (e ele jamais o faria) o erro estratégico que cometeu, durante a coletiva pós-jogo ele se mostrou muito, mas muito mais aliviado do que feliz. Assim, espero que nosso treinador mude sua forma de pensar para a grande decisão do próximo dia 28/11, em Montevidéu/URU. E por falar nela, não estou nem um pouco interessado em qual será nosso adversário (o qual saberemos na noite desta quinta-feira) pois, como disse no título deste texto, quem vier que venha armado.
Pois será com armas nos dentes que o receberemos.
CARLOS MIGUEL
NOTA: 8,5
AVALIAÇÃO: EXCELENTE
Fez duas boas defesas no primeiro tempo e, de novo, brilhou nos pênaltis.
MURILO
NOTA: 5,5
AVALIAÇÃO: SATISFATÓRIO
Cumpriu o papel de marcar Hulk, mas foi um dos que vacilaram no gol do Flu.
GUSTAVO GÓMEZ
NOTA: 6
AVALIAÇÃO: BOM
Jogou na sobra, bem de boa, e não comprometeu. Fez um gol nos pênaltis.
ALEXANDER BARBOZA
NOTA: 7
AVALIAÇÃO: ÓTIMO
Errou um passe simples, mas foi muito seguro e perfeito nas jogadas aéreas.
GIAY
NOTA: 5,5
AVALIAÇÃO: SATISFATÓRIO
Poderia ter apoiado mais. Defensivamente, anulou Savarino mas bobeou no gol dos caras.
LUCAS EVANGELISTA
NOTA: 7,5
AVALIAÇÃO: ÓTIMO
Foi imprescindível ao time, pois correu o campo todo. Já é um ótimo marcador.
ANDREAS PEREIRA
NOTA: 5,5
AVALIAÇÃO: SATISFATÓRIO
Foi prejudicado por jogar em outra posição e pelo esquema adotado pelo português.
MARLON FREITAS
NOTA: 7
AVALIAÇÃO: ÓTIMO
Vinha tendo uma boa atuação. Até marcar o gol de pênalti que garantiu a vaga.
PIQUEREZ
NOTA: 6,5
AVALIAÇÃO: MUITO BOM
Não deixou Cannobio jogar, apareceu no ataque com qualidade e ainda fez seu gol.
FLACO LÓPEZ
NOTA: 5,5
AVALIAÇÃO: SATISFATÓRIO
Muito isolado e pouco inspirado, não rendeu o que pode e sabe.
JHON ARIAS
NOTA: 6
AVALIAÇÃO: BOM
Ajudou como pôde, tanto pela ponta quanto pelo meio.
ABEL FERREIRA
NOTA: 4,5
AVALIAÇÃO: RUIM
Jogar com a vantagem não significa ser covarde. Estamos na final. Apesar dele.
MAURÍCIO
NOTA: 6
AVALIAÇÃO: BOM
Entrou para bater – e fazer – um dos pênaltis. Cumpriu sua missão.
PAULINHO
SEM NOTA
SEM AVALIAÇÃO
Jogou poucos minutos, sem tempo para ser analisado.
RAMÓN SOSA
NOTA: 6
AVALIAÇÃO: BOM
Deu um pouco mais de força ao ataque. E fez seu gol na disputa de pênaltis.
KHELLVEN
SEM NOTA
SEM AVALIAÇÃO
Jogou poucos minutos, sem tempo para ser analisado.
IMAGENS: CESAR GRECO / AG. PALMEIRAS




























