Sem jogar quase nada, Palmeiras segura empate na Vila e está na semi da Copa do Brasil
Meus amigos.
Se eu disser que esperava uma atuação de gala do Palmeiras nesta noite estarei mentindo. Na verdade, o que previa era mais ou menos o que todos nós vimos: uma equipe mais fechada, objetivando roubar a bola e partir rápida em contra-ataques, a fim de sair na frente do placar e, neste caso, “matar” de vez o que já entrou em campo quase “morto” – ou seja, o Santos/SP.
E por que afirmo que o nosso time fez apenas “mais ou menos” do que eu imaginava? Porque ele não jogou mais fechado, mas sim completamente fechado; porque ele só roubou bolas quando o adversário as perdeu ingenuamente; porque não conseguiu um real contra-ataque em todo o clássico; e, por fim, embora até tenha criado três chances claríssimas (duas no primeiro tempo e uma na etapa final), não teve competência suficiente – de novo??? – para colocar a bola no fundo das redes.
É bem verdade que alguns detalhes nos atrapalharam. O gramado da lendária e ultrapassa da Vila Belmiro está tão ruim que até Neymar reclamou; acertadamente, Abel Ferreira poupou quatro titulares – dois que vinham de contusões leves (Piquerez e Jhon Arias) e dois que delas saíram há pouco – Gustavo Gómez e Vítor Roque; e, por fim, porque alguns dos nossos mais efetivos nomes hoje estiveram bem abaixo do que podem, casos de Flaco López, Marlon Freitas e, sobretudo, Maurício.
Então, prezado palmeirense, é como bem espelha o título desta crônica pós-jogo. Se a ideia era apenas garantir a vaga na semifinal da Copa do Brasil, parabéns – ela foi obtida com méritos, todos eles advindos do primeiro jogo, o qual goleamos por 3 a 0 mas que, se não fôssemos tão ineficazes nas finalizações, deveríamos ter humilhado por 6 a 0.
Agora, que venha o Vasco/RJ, time no mesmo nível (ou talvez até mesmo um pouco pior) do que o Peixe, mas que por ser um gigante do futebol brasileiro e ter uma imensa torcida, muito provavelmente não abrirá mão tão facilmente de um lugar na grande decisão.
Em outras palavras: o Verdão é muito favorito a estar na grande decisão da Copa do Brasil pela sexta vez em sua história, mas para transformar tal favoritismo em classificação terá de fazer muito mais do que fez nesta quarta.

CARLOS MIGUEL
NOTA: 6
AVALIAÇÃO: BOM
Muito pouco acionado. Mas, ainda assim, fez duas boas defesas.
GIAY
NOTA: 5,5
AVALIAÇÃO: SATISFATÓRIO
Sofreu com Neymar, mas não o deixou dominar o jogo. No apoio, apenas um bom cruzamento.
MURILO
NOTA: 6,5
AVALIAÇÃO: MUITO BOM
Anulou Gabigol completamente e foi muito bem no jogo aéreo.
ALEXANDER BARBOZA
NOTA: 5,5
AVALIAÇÃO: SATISFATÓRIO
“Colou em quem apareceu em seu setor e também deu uma força na cobertura de Arthur.
ARTHUR
NOTA: 5,5
AVALIAÇÃO: SATISFATÓRIO
Bem mais defensivo do que de costume, destacou-se por marcar Rony na etapa final.
MARLON FREITAS
NOTA: 4,5
AVALIAÇÃO: RUIM
Abusou nos passes errados e nas faltas sem necessidade.
LUCAS EVANGELISTA
NOTA: 5
AVALIAÇÃO: REGULAR
Tentou preencher nossa intermediária defensiva, o que nem sempre conseguiu.
ANDREAS PEREIRA
NOTA: 6
AVALIAÇÃO: BOM
Nas raras vezes em que o time iniciou uma jogada, foi de seus pés que saiu a bola.
MAURÍCIO
NOTA: 4,5
AVALIAÇÃO: RUIM
Dedicou-se muito, mas não poderia ter perdido os dois gols feitos que perdeu na etapa inicial.
FELIPE ÂNDERSON
NOTA: 3,5
AVALIAÇÃO: PÉSSIMO
Jogou fora de suas características, mas isso não explica sua nulidade em campo.
FLACO LÓPEZ
NOTA: 5,5
AVALIAÇÃO: SATISFATÓRIO
Seu único acerto foi ter deixado Maurício na cara do gol. No mais, só menos.
ABEL FERREIRA
NOTA: 5,5
AVALIAÇÃO: SATISFATÓRIO
Poupou quatro titulares, e só não venceu porque Maurício e VR perderam gols feitos.
VÍTOR ROQUE
NOTA: 4
AVALIAÇÃO: MUITO RUIM
Em péssima fase, errou tudo. Principalmente um gol certo, de cabeça.
KHELLVEN
NOTA: 5,5
AVALIAÇÃO: SATISFATÓRIO
É muito limitado, mas apareceu mais no ataque e ainda ajudou na marcação.
LUÍS PACHECO
SEM NOTA
SEM AVALIAÇÃO
Jogou poucos minutos, sem tempo para ser analisado.
EMI MARTÍNEZ
NOTA: 5
AVALIAÇÃO: REGULAR
Fez o “feijão-com-arroz”. E isso já foi mais do que Marlon Freitas.
LARSON
SEM NOTA
SEM AVALIAÇÃO
Jogou poucos minutos, sem tempo para ser analisado.
IMAGENS: CESAR GRECO / AG. PALMEIRAS




























