Tal qual um zumbi, apático Abel Ferreira impede vitória do Palmeiras no Paraguai
Meus amigos.
Ao contrário de uma ínfima parte de nossa torcida, nada tenho contra o treinador Abel Ferreira. Aliás, muito pelo contrário: na opinião deste jornalista e também historiador do clube, trata-se do mais importante técnico de toda a história do Palmeiras pois, ao conquistar 10 títulos e outros 9 vice-campeonatos em cerca de 5 anos e meio à frente da nossa equipe ele já superou, sim, nomes consagrados, como Scolari, Brandão, Luxemburgo, Cambon, Minelli e tantos outros.
Contudo, até mesmo os melhores têm lá os seus dias de pouca inspiração. Ou erram na escalação inicial, ou se equivocam na opção pelo esquema tático, ou se atrapalham nas substituições, etc. Mas o pior não é nenhuma destas situações. O bicho pega, mesmo, quando o comandante de uma equipe assiste passivamente a seus comandados serem dominados em campo e nada mais faz do que apenas observar, como se tudo o que estivesse acontecendo não fosse de sua conta.
E foi isso o que aconteceu nesta quarta-feira, em Assunción/PAR. No diminuído gramado do Estádio Nueva Olla (só mesmo na América do Sul que uma ação como esta, tomada a tomada pela diretoria do Cerro Porteño/PAR, não só é permitida como também certamente ficará impune), o Palmeiras foi amplamente envolvido pelo fraco adversário desde o primeiro minuto da etapa final sob os complacentes olhares do nosso portuga.
Tal qual fosse um zumbi, Abel parecia um morto-vivo à beira do gramado, e dava mais do que concretas pistas que só alteraria a equipe se levasse o gol de empate. Mas nem assim resolveu agir: os caras chegaram ao gol aos 25 minutos, e a primeira alteração (Maurício no lugar de Ramón Sosa) só foi acontecer oito minutos mais tarde. Para piorar, as outras quatro promovidas pelo hoje sonado profissional se deram quando a partida já se encaminhava para o seu final, e duas delas foram as famosas “seis por meia dúzia”.
Abel Ferreira não pode ser responsabilizado, é óbvio, pelo gol inacreditável desperdiçado por Allan dentro da pequena área e com o goleiro já no chão, nem pela falta de sorte da bola bater na trave e depois nas costas de Carlos Miguel no lance em que sofremos o empate e, também, claro que nem pela incrível defesa com os pés que o goleiro paraguaio fez já aos 49 do segundo tempo após cabeçada de Murilo. Mas ele é, sim, responsável pelo futebol bem mais ou menos que o Verdão vem jogando neste ano, ainda que até aqui tenha sido suficiente para garantir um título e a liderança isolada de uma dificílima competição.
O empate por 1 a 1 representa algum maior problema para o nosso time? Não. Tenho a mais absoluta certeza de que nos classificaremos à Segunda Fase da Libertadores e também seremos os líderes do nosso grupo ao fim desta etapa da competição. Mas que o filme que estamos vendo não está agradando nada é algo indiscutível – até porque, admitamos, nós somos exigentes ao extremo, certo? Justamente por isso, não dá para aceitar um comportamento tão apático de quem tem o dever de fazer o time jogar bola.
Em síntese, prezados palmeirenses: todo mundo tem o direito de errar – por dúvida, por ação, por medo, por coragem excessiva, por inexperiência, por inabilidade, por hesitação, etc. Só não podemos errar por omissão pois, …
… quando o técnico não pensa, o time padece.
P.S.: Notaram o sublinhar abaixo do substantivo “treinador” logo no início desta crônica pós-jogo? Para bons entendedores como vocês, creio que meia palavra há de bastar.
CARLOS MIGUEL – REGULAR
NOTA 5
GIAY – REGULAR
NOTA 5
GUSTAVO GÓMEZ – REGULAR
NOTA 5
MURILO – REGULAR
NOTA 5
ARTHUR – BOM
NOTA 6
MARLON FREITAS – MUITO BOM
NOTA 6,5

ANDREAS PEREIRA – BOM
NOTA 6
JHON ARIAS – SATISFATÓRIO
NOTA 5,5

ALLAN – REGULAM
NOTA 5

FLACO LÓPEZ – SATISFATÓRIO
NOTA 5,5
RAMÓN SOSA – RUIM
NOTA 4,5
ABEL FERREIRA – MUITO RUIM
NOTA 4
LUCAS EVANGELISTA – SEM AVALIAÇÃO
SEM NOTA
MAURÍCIO – REGULAR
NOTA 5

FELIPE ÂNDERSON – SEM AVALIAÇÃO
SEM NOTA
KHELLVEN – SEM AVALIAÇÃO
SEM NOTA
JEFTÉ – SEM AVALIAÇÃO
SEM NOTA
IMAGENS: CÉSAR GRECO / AG. PALMEIRAS


























30/04/2026 at 15:22
Boa tarde caro Trevisan, na verdade acho na minha modéstia que este foi o pior jogo na temporada, vai ter que melhorar!!!
Abraço.
30/04/2026 at 17:13
Olá, Alfano.
Não foi, não.
O pior foi termos levado de quatro do Novorizontino/SP.
Abs.
30/04/2026 at 9:16
Bom dia, Márcio.
Concordo parcialmente com a sua crônica, e a parte que concordo é quando você escreve que ele não pode ser responsabilizado pelas lambanças que os jogadores fazem em campo e que o futebol apresentado pelo Verdão não tem agradado a ninguém, apesar da liderança isolada do campeonato brasileiro. Agora, atribuir a derrota de ontem a ele ou ao seu comportamento mais apático, não dá pra aceitar.
Sejamos francos: o time sem Piquerez e VR cai muito em qualidade técnica e quem entra pra substituir os dois é limitado (Arthur e Sosa). Aí você olha para o banco e vê Khellven, Felipe Ânderson, Jefté e Mauricio. Vai esperar o que? Um jogo de Champions League, como o do PSG e Bayern?
Pra completar, John Arias, Andreas Pereira, Marlon Freitas e Flaco López estão numa fase daquelas, que dá até medo quando a bola cai no pé de qualquer um deles. Estes sim, completamente apáticos, nos fazem perder a vontade de assistir a partida.
Diferentemente de você, eu não estou tão tranquilo em relação a Libertadores. Podemos até classificar, mas não acho que será com facilidade e nem que certamente seremos os primeiros do grupo, a menos que comecemos a jogar futebol. Camisa e histórico na competição apenas não levam a lugar nenhum.
Um abraço.
Valter
30/04/2026 at 17:18
Valter, salve!
Em nenhum momento escrevi que não vencemos apenas porque Abel Ferreira ficou agachado à beira do campo assistindo ao adversário nos dominar desde o começo do segundo tempo.
O que eu escrevi é que ao agir assim ele contribuiu substancialmente para que deixássemos a vitória escapar. Se tivesse sacado Sosa aos 10 minutos da etapa final e colocado em seu lugar Lucas Evangelista, teríamos preenchido o meio-campo defensivo e continuaríamos com velocidade pelas pontas, com Allan e Arias.
Quanto à classificação em primeiro do grupo, reitero: ela virá. O mais provável, aliás, é que o Palmeiras ganhe os três jogos que restam, chegue a 13 pontos e seja um dos primeiros na classificação geral.
Pode me cobrar – rs…
Abs.