DIFICULDADE DEMAIS PARA ADVERSÁRIO DE MENOS

Palmeiras vence, mas leva sufoco de time peruano (!!!) em plena Arena Palestra Itália

Meus amigos.

Dizem, e em minha opinião com muita verdade, que não existem torcedores mais exigentes do que nós, os palmeirenses. Como bem sabemos, não nos basta que o Palmeiras vença – é preciso que ele também convença.

Por isso, mesmo após uma vitória como a de hoje (na qual o zagueiro Murilo marcou o gol nº 500 da equipe na história da Libertadores) fica em quase todo torcedor alviverde, inclusive neste que ora tem a honra de ter seus olhos sobre as palavras que escrevo, um sentimento de preocupação. Afinal, tivemos uma enorme dificuldade para ganhar de um adversário que beira a mediocridade e jogando em nossa casa.

É claro que criamos, e isso é um ponto muito positivo, muitas chances claras e só não obtivemos uma goleada porque erramos muito na hora das finalizações ou, então, porque o goleiro do Sporting Cristal/PER resolveu fechar o gol justamente nesta noite. Mas estes são detalhes, e não podem ser vir como desculpa para a pressão que o Verdão sofreu nos últimos minutos da partida.

Não fosse uma excelente defesa de Carlos Miguel, prezado palmeirense, e agora estaríamos amargando o segundo empate na Copa Libertadores da América e o terceiro seguido, contando-se aí também o que tivemos no último domingo. Nossa dificuldade para marcar gols é visível e indiscutível, e por isso pergunto: o que acontece com Vítor Roque? Porque ele está há tanto tempo afastado – seu último jogo foi em 21 de março, diante do São Paulo/SP, e ainda assim só em parte do clássico? Qual a razão de tanto mistério em relação à contusão que tem? Por que ninguém, nem mesmo Abel Ferreira, aceita falar sobre o assunto?

Voltando ao jogo desta noite, a soma dos três pontos foi fundamental para que nos isolássemos na liderança do grupo, posição esta que nada mais é do que uma obrigação do nosso time, dados o gigantismo que temos e a fragilidade dos outros três adversários. Mas esta, meus amigos, foi uma vitória que nos deu muito mais alívio do que alegria.

E para quem, como eu, acompanha futebol há 50 anos, sendo quase 38 deles profissionalmente, este é um dado muito, mas muito preocupante.

 

 

CARLOS MIGUEL – ÓTIMO
NOTA 7

GIAY – RUIM
NOTA 4,5

MURILO – MUITO BOM
NOTA 6,5 

GUSTAVO GÓMEZ – BOM
NOTA 6 

KHELLVEN – REGULAR
NOTA 5 

MARLON FREITAS – BOM
NOTA 6 

ANDREAS PEREIRA – BOM
NOTA 6 

JHON ARIAS – MUITO BOM
NOTA 6,5 

ALLAN – BOM
NOTA 6 

FLACO LÓPEZ – ÓTIMO
NOTA 7,5

RZAMÓN SOSA – SATISFATÓRIO
NOTA 5,5 

ABEL FERREIRA – BOM
NOTA 6 

LUCAS EVANGELISTA – SEM AVALIAÇÃO
SEM NOTA 

ARTHUR – BOM
 NOTA 6
 

FELIPE ÂNDERSON – SEM AVALIAÇÃO
SEM NOTA 

LUIGHI – REGULAR
NOTA 5

IMAGENS: CÉSAR GRECO / AG. PALMEIRAS

8 Responses to DIFICULDADE DEMAIS PARA ADVERSÁRIO DE MENOS

  1. roberto alfano

    Boa tarde caro Trevisan, foi no sufoco, mais conseguimos uma vitória importante graças a nossa Torcida, porém temos que melhorar!!!

    Abraço.

    • Márcio Trevisan

      Olá, alfano.

      Pois é: levamos sufoco do 11º colocado do Campeonato Peruano.

      Parece que tem alguma coisa errada, certo?

      Abs.

  2. Bom dia, Márcio.

    Temos exatamente a mesma opinião em relação ao jogo de ontem e a sua pergunta sobre VR é a mesma da grande maioria dos 16 milhões de Palmeirenses. O que aconteceu com este cidadão, que nem relacionado para os jogos é mais?

    Claro que a ausência de VR é sentida em nosso ataque, mas confesso que sinto muita falta de Piquerez. O que temos em nossos laterais hoje é uma vergonha para os padrões do Palmeiras. Giay e Khellven são tão ruins, mas tão ruins, que chega a dar desespero quando a bola cai nos pés destes caras.

    Quando eu estou assistindo aos jogos do Verdão e vejo Felipe Ânderson e Luighi prontos para entrarem em campo me dá vontade de desligar a TV. Não é possível que não tem nada melhor neste universo.

    A verdade é que sofremos contra o Sporting Cristal porque esse time do Palmeiras que vimos jogar ontem é meia boca. Claro que existem 4 ou 5 peças que se diferenciam, mas a grande maioria, se batermos em um liquidificador, não dá um copo. São fracos tecnicamente.

    Eu também me preocupo, mas tenho uma esperança: que a pausa nos campeonatos causada pela Copa do Mundo faça com que os jogadores que estão no departamento médico se recuperem e que voltem nos cascos.

    Tudo bem que longas pausas nunca fizeram muito bem ao Palmeiras, mas é a isso que me apego hoje.

    Um abraço.

    Valter

    • Márcio Trevisan

      Valter, salve.

      Em relação a Vítor Roque e Paulinho, confesso que estou muito preocupado. Mas posso garantir: se ainda fosse repórter ou, ao menos, chefiasse alguma equipe, pode ter certeza de que já saberíamos mais sobre ambos os casos.

      Nossos LD’s não têm jeito: podem até jogar bem um ou outro jogo, mas jogarão mal na maioria das vezes. FA e Luighi dão vontade de chorar: o primeiro tem ótima técnica, mas não vibração alguma; o segundo mostra muita vontade, mas não tem bola nenhuma.

      Ou seja: são dois que não dão um.

      Abs.

  3. Heitor Domingues Faílla Junior

    Bom dia caro Trevisan.
    No futebol está mais do que comprovado que time que não tem laterais minimamente competentes para atacar e defender, não vai a lugar algum e,infelizmente nosso Palestra não os possui.Também parece claro a ausência de um volante marcador,sobrecarregando e recebendo sufoco de times medíocres como o de ontem.Não queiram receber simpatia ou um pouco de empatia ou mesmo sinais de bom caráter de quem não possui essas qualidades(nosso treinador).
    Forte abraco

    • Márcio Trevisan

      Olá, Heitor.

      Em relação à LD, vc está coberto de razão. Houve um erro da Comissão Técnica ao liberar Gilberto, erro este pelo qual pagamos agora.

      Já na LE, vamos dar mais um tempo ao Arthur. Ele é jovem, já errou, mas mostra condições de melhorar – pelo menos até a volta de Piquerez.

      Na “volância”, você acertou na mosca quando fala sobre a ausência de um primeiro volante de marcação. Marlon Freitas faz o que pode, mas não é 5, é 8.

      Por fim, Abel Ferreira é extremamente grosso, mal educado e uma série de outros adjetivos bem menos qualitativos.

      Abs.

  4. Marcos Alvim

    Prezado Trevisan e amigos. Giay uma vez mais horríve e Khelvin muito mas pamuito limitado, o repertório de jogadas do meio campo e ataque está pobre e pior ja parecem cansados e o Abel pela comportamento na coletiva definitivamente nao suporta críticas, mostrou se na coletiva ao responder de forma burocrática e baixo com tom de voz quase zero que nao reconhece críticas.
    Quando chega neste nivel creio que o Palmeiras nao vai melhorar. Os assuntos de Vitor Roque e Paulinho absurdos , tempos que me parecem absurdos de recuperação e assim nao conseguimos saber o futuro

    • Márcio Trevisan

      Olá, Marcos.

      A postura de Abel nas coletivas não me surpreende. Ele é indelicado quando ganha, quando empata e quando perde. Trata-se, sem dúvida, do mais importante treinador da história do Palmeiras, mas como homem deixa muito a desejar.

      Em relação a Vítor Roque e Paulinho, confesso que estou muito preocupado. Mas posso garantir: se ainda fosse repórter ou, ao menos, chefiasse alguma equipe, pode ter certeza de que já saberíamos mais sobre ambos os casos.

      Abs.

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