Após vencer a carioca, Palmeiras elimina a “trika” paulista e vai à 7ª final seguida do Paulistinha
Meus amigos.
Vocês sabem dizer por que o Palmeiras venceu o são Paulo/SP nesta noite, em Barueri/SP, e chegou à sétima final seguida do Paulistinha? Caso não saibam, eis a resposta: porque o Palmeiras é melhor do que o São Paulo/SP. É verdade que, no futebol, nem sempre o melhor time ganha, mas também é verdade que, neste esporte, o melhor time quase sempre ganha. E a prova maior do que estou lhes dizendo é que em nenhum momento, nem mesmo quando as “trikas” conseguiram diminuir o placar em um pênalti pra lá de discutível, nossa equipe se viu dominada ou mesmo pressionada em campo.
Isso se deu, claro, por alguns fatores. Ei-los:
1 – O esquema tático montado por Abel Ferreira anulou os principais jogadores adversários. Calleri, Luciano e Lucas inexistiram em campo porque Murilo, Marlon Freitas e Gustavo Gómez, pela ordem, mal permitiram que os três tocassem na bola, quanto mais realizassem jogadas individuais.
2 – A entrega em campo de Andreas Pereira, Maurício e Allan foi elogiável. O belga, que atuou como segundo volante, apareceu pouco para a torcida, mas foi essencial à marcação e também na organização de jogo; o agora paraguaio, por sua vez, além de auxiliar muito na marcação pela faixa esquerda do gramado, ainda apareceu no campo ofensivo e, não à toa, marcou nosso primeiro gol; e o brasileiro abriu mão de qualquer vaidade ao se limitar apenas no preenchimento da faixa direita do gramado, o que inviabilizou sua maior participação ofensiva.
3 – Khellven e Piquerez foram outro detalhe importante. Cientes das jogadas pelas pontas, costumeiras em nosso rival, ambos priorizaram a marcação e pouco – ou quase nada – deram as caras no apoio. A exceção foram única e tão somente duas jogadas do uruguaio, em que na primeira chutou cruzado e quase ampliou a vantagem e, na segunda, fez o cruzamento para o segundo gol.
4 – Mais uma vez, Flaco López e Vítor Roque jogaram muito. O argentino, além de fazer mais um gol – aliás, seu 6º nesta temporada –, ainda foi figura importante tanto quando esteve no ataque como quando voltou ao meio para organizar as jogadas ofensivas; já o Tigrinho, embora não tenha balançado as redes, lutou o jogo todo, ganhou quase todas as disputas que teve com Arboleda e foi o autor do passe final para o gol de Maurício.
5 – A ótima árbitra Daiane Muniz errou ao não marcar pênalti para o São Paulo/SP no lance em que bola chutada por Lucas atinge o braço esquerdo de Gustavo Gómez. Isso, claro, ajudou o Verdão, mas a mesma árbitra (claramente na intenção de compensar o erro que cometeu), inventou uma cotovelada de Marlon Freitas em Bobadilla para anotar o penal que as “trikas” converteram em gol.
Estes fatores, prezados palmeirenses, nos deixam na condição de favoritos à conquista de mais um título do Paulistinha. Ainda que a finalíssima ocorra fora de casa (o que, aliás, é a mais pura justiça, já que nosso oponente fez uma campanha ligeiramente superior à nossa), a verdade é que o Palmeiras tem time e elenco superiores, e técnico, torcida, camisa e história imensamente superiores. Ou seja: é maior do que o Novorizontino/SP.
E, como disse acima, no futebol nem sempre o maior ganha, mas o melhor quase sempre ganha.
CARLOS MIGUEL:REGULAR
NOTA 5

KHELLVEN: SATISFATÓRIO
NOTA 5,5
MURILO: MUITO BOM
NOTA 6,5
GUSTAVO GÓMEZ – BOM
NOTA 6
PIQUEREZ – SATISFATÓRIO
NOTA 5,5
MARLON FREITAS: MUITO BOM
NOTA 6,5

ANDREAS PEREIRA – BOM
NOTA 6
MAURÍCIO: ÓTIMO
NOTA 7

FLACO LÓPEZ – ÓTIMO
NOTA 7,5
ALLAN – REGULAR
NOTA 5
VÍTOR ROQUE – ÓTIMO
NOTA 7
ABEL FERREIRA: ÓTIMO
NOTA 7
RAMÓN SOSA: SEM AVALIAÇÃO
SEM NOTA
LUCAS EVANGELISTA: SEM AVALIAÇÃO
SEM NOTA
FELIPE ÂNDERSON – REGULAR
NOTA 5
JHON ARIAS – REGULAR
NOTA 5
GIAY – SEM AVALIAÇÃO
SEM NOTA
IMAGENS: CESAR GRECO/AG. PALMEIRAS


























