Palmeiras consegue algo raro – vencer o Inter/RS em Porto Alegre/RS – e já é o líder do Brasileirão
CARLOS MIGUEL: BOM
NOTA 6
Sem culpa no gol que sofreu. No fim da partida, fez duas boas defesas seguidas no mesmo lance.

KHELLVEN: SATISFATÓRIO
NOTA 5,5
Hoje nem pensou em apoiar, já que sempre teve ou Carbonero ou Vitinho em seu setor. O bom foi que cumpriu bem sua função defensiva.
MURILO: BOM
NOTA 6
Jogou na sobra e, por isso, não teve muito trabalho. Mesmo assim, impediu um gol na etapa final colocando o pé à frente da bola.
GUSTAVO GÓMEZ – ÓTIMO
NOTA 7
O melhor do Palmeiras e de todo o jogo. Além do belo gol de cabeça que marcou, ainda impediu outro ao se jogar na frente de Carlos Miguel. Além disso, foi dele o lançamento para Vítor Roque marcar o segundo gol.
PIQUEREZ – SATISFATÓRIO
NOTA 5
Mais um que se limitou à marcação. A única vez em que deu as caras no ataque foi cobrando uma falta com certo perigo.
MARLON FREITAS: BOM
NOTA 6
a prova de que mais uma vez foi bem é que o jogador a quem marcou, o craque do Inter/RS, Alan Patrick, foi substituído no segundo tempo.

ANDREAS PEREIRA – MUITO BOM
NOTA 6,5
Cobrou o escanteio que originou nosso primeiro gol e, como se fosse um centroavante, fez o terceiro. Mais uma atuação elogiável.
MAURÍCIO: RUIM
NOTA 4,5
Vou ser claro: se quiser disputar a próxima Copa do Mundo pelo Paraguai, terá de melhorar muito. Hoje foi figura meramente decorativa e deveria até ter sido substituído antes. Creio que será o cara a perder o lugar no time com a chegada der Arias.

FLACO LÓPEZ – REGULAR
NOTA 5
Sem dúvida alguma a atuação mais simplória neste ano. Muito bem marcado por Ronaldo, não conseguiu realizar uma única jogada de qualidade em toda a partida.
ALLAN – BOM
NOTA 6
Teve um ótimo primeiro tempo, protagonizando boas jogadas individuais. Na etapa final, sobretudo após marcarmos o segundo gol, transformou-se em uma espécie de segundo lateral-direito.
VÍTOR ROQUE – MUITO BOM
NOTA 6,5
Estava com a bola no ataque e, em vez de tocar para o meio, preferiu ser individualista e chutou fraco, nas mãos de Rochet. No contra-ataque, levamos o empate. Ou seja: responsabilidade dele. Porém, como sempre acontece, não se deixou abater e, numa jogada em que mostrou força física e muita habilidade, marcou nosso segundo gol.
ABEL FERREIRA: MUITO BOM
NOTA 6,5
Meus amigos.
Já lhes disse, e mais de uma vez, que dentre todos os grandes clubes brasileiros o Internacional/RS é o único que ainda leva vantagem nos confrontos contra a nossa equipe. Até hoje vencemos 38 partidas, mas perdemos outras 41 – e aqui já está computada a vitória desta quinta-feira. Tais números se tornam ainda mais negativos para o nosso lado se levarmos em conta apenas os jogos disputados na capital gaúcha: em 58 encontros (incluindo-se o que é o tema principal desta crônica pós-jogo) ganhamos 13, mas levamos a pior em nada menos do que 30 oportunidades.
Estes dados comprovam, sem dúvida alguma, o quão sempre nos foi – e continua sendo – difícil voltar do Sul com três pontos na sacola. Por isso, estes que o Verdão obteve nesta 3ª rodada do Campeonato Brasileiro devem, sim, ser muito comemorados, até porque eles nos colocaram na liderança da competição em razão de um melhor saldo de gols.
A vitória, como vimos, não foi resultado de um futebol exuberante, daqueles que enchem os olhos até mesmo de nós, palmeirenses, indiscutivelmente os mais exigentes torcedores deste País. Na verdade, a bola que jogamos foi pragmática: atacamos quando pudemos atacar e nos defendemos quando tivemos de nos defender – mas o fizemos, em ambos cos casos, com muita competência. Tal postura, somada a uma eficácia ofensiva bem próxima do ideal, nos garantiu o resultado tão expressivo e importante que ora comemoramos.
A participação do nosso treinador neste episódio foi bastante significativa. Ele começou acertando ao manter a escalação inicial pela terceira vez seguida, mesmo ciente do desgaste que isso poderia gerar. Embalado duas vitórias e pelo bom futebol nas duas partidas anteriores, o Verdão soube se comportar e também agir no Beira Rio, deixando o gramado com um resultado que lhe foi amplamente justo.
Abel Ferreira foi bem, também, nas alterações. Sobretudo quando optou pelas entradas de Lucas Evangelista e Luighi nos lugares do já cansado Vítor Roque e do hoje apático Flaco López. Mesmo dissolvendo a dupla que tanto sucesso fez em 2025, o portuga injetou ânimo e vitalidade novos no time, e não por acaso tanto o meio-campista quanto o centroavante foram coprotagonistas na jogada do terceiro gol.
Por fim, meus amigos, como o Brasileirão somente voltará a ser disputado daqui a duas semanas, é muito bom estar na ponta da tabela e usar este detalhe para ficar ainda mais forte no Paulistinha, pelo qual jogaremos na última rodada da fase de classificação neste domingo (provavelmente com um time totalmente reserva) contra o Guarani/SP; no dia 18/02, pelas quartas de final (contra um adversário ainda a ser definido) e, queiram os deuses do futebol, também no dia 22/02, em partida que valerá pela semifinal do torneio.
Que as vitórias sigam nos sorrindo. E que seja assim até o fim.
RAMÓN SOSA: REGULAR
NOTA 5
A ideia era que ele se tornasse um ponta bem agudo pela direita, mas como a pressão do Inter/RS era cada vez maior acabou sendo apenas mais um marcar pelo setor.
LUCAS EVANGELISTA: BOM
NOTA 6
Entrou bem e com personalidade. Além de ajudar a preencher o meio-campo defensivo, deu as caras no ataque. Foi dele o passe para Andreas Pereira marcar o terceiro e garantir de vez a vitória palmeirense.
LUIGHI – BOM
NOTA 6
Hoje gostei. Lutou e ganhou a disputa pela bola com Mercado e, por isso, foi o principal responsável pelo nosso terceiro gol.
GIAY – REGULAR
NOTA 5
Sua entrada foi uma ação coerente de Abel Ferreira: se era para ter dois laterais-direitos em campo, que a este fosse um de verdade no lugar de um atacante improvisado. Fez o que tinha de fazer.
JEFTÉ – SEM AVALIAÇÃO
SEM NOTA
Jogou apenas 10 minutos, sem tempo para ser analisado.
IMAGENS: FABIO MENOTTI/AG. PALMEIRAS


























