SE O QUE VALE É A VITÓRIA…

Palmeiras sofre demais contra time fraquíssimo, mas estreia na Libertadores/2025  ganhando no Peru

Meus amigos.

“Só espero que esta má fase termine já na quinta-feira, quando estrearemos na Libertadores contra o mais fraco adversário da chave, o Sporting Cristal/PER, e teremos a obrigação – repito: a obrigação! – de vencer”.

Foi desta forma que terminei a crônica pós-jogo do último domingo, logo após a partida contra o Botafogo/RJ. Muito mais do que uma previsão, tal frase foi um desejo, ou quase uma súplica, pois neste ano assistir às partidas do Palmeiras tem sido uma viagem ao túnel do tempo, a cerca de 20, 15 anos atrás, quando cada vez que entrávamos em campo o sentimento era de incerteza e, não raro, também de muita angústia.

Analisando por esta ótica, os 3 a 2 que conseguimos impor ao fraquinho Sporting Cristal/PER ficam de muito bom tamanho. É verdade, sim, que em competições como a Copa Libertadores da América o espetáculo normalmente fica relegado a segundo plano, tal qual um coadjuvante na trama de um filme de sucesso. Daí que ganhar fora de casa e somar os três primeiros pontos devem, sim, ser comemorados por todos nós.

Mas só até a página 2. Todos vimos que o futebol que o Verdão apresentou deixou, mais uma vez, muito a desejar. No primeiro tempo, foi o time peruano quem mais esteve perto de abrir o placar, algo que só não aconteceu graças a boas defesas e também à sorte de Weverton. Mesmo muito superior tecnicamente, nosso time não conseguiu criar jogadas ofensivas, uma prova cabal que não deu certo que o esquema adotado por Abel Ferreira (3-4-3, com Fucks fazendo a função de falso lateral pela direita quando éramos atacados). Assim, nossa saída pelos lados se limitou à esquerda, com Piquerez, e pela ponta oposta o único a parecer foi Estêvão – mais uma vez abaixo, bem abaixo do que já jogou.

Após ver mais uma vez a equipe perder chances após chances nos primeiros minutos da etapa final, nosso portuga até tentou resolver isso na etapa final – primeiro com Mayke (acho que este rapaz precisa ir a uma benzedeira…) e, logo em seguida, com Giay. Só que tal ideia também não deu certo, pois o Sporting Cristal/PER passou a abrir seus jogadores por ambas as pontas e, também porque não tem muita qualidade, a arriscar chutes de fora da área. E justamente contra a gente os caras resolveram calibrar os pés.

Diante deste quadro, e porque conseguimos a proeza de tomar o novo empate um minuto – isso mesmo: um minuto! – depois de marcarmos o nosso segundo gol, a vitória só poderia vir, mesmo, em um lance fortuito, em que Luighi percebeu Ríos bem colocado e lhe fez um excelente cruzamento, já aos 47 minutos da etapa final. Em síntese, prezado palmeirense: até concordo com o que disse nosso treinador na coletiva, em que garantiu: “Estamos, ainda, com apenas 70%. Mas chegaremos aos 100%, podem ter certeza”.

O que me preocupa é quanto tempo isso levará para acontecer.

 

WEVERTON: BOM
NOTA 6

BRUNO FUCKS: REGULAR
NOTA 5

GUSTAVO GÓMEZ: REGULAR
NOTA 5

MICAEL: BOM
NOTA 6

PIQUEREZ: BOM
NOTA 6

EMI MARTÍNEZ: REGULAR
NOTA 5

LUCAS EVANGELISTA: SATISFATÓRIO
NOTA 5,5

FELIPE ÂNDERSON: REGULAR
NOTA 5

ESTÊVÃO: BOM
NOTA  6

VÍTOR ROQUE: REGULAR
NOTA 5

FACUNDO TORRES: SATISFATÓRIO
NOTA 5,5


ABEL FERREIRA: REGULAR
NOTA 5

GIAY: REGULAR
NOTA 5

FLACO LÓPEZ: SATISFATÓRIO
NOTA 5,5

LUIGHI: SATISFATÓRIO
NOTA 5,5

RICHARD RÍOS: BOM
NOTA 6

MAYKE: SEM AVALIAÇÃO
SEM NOTA 

IMAGENS: CÉSAR GRECO/AG. PALMEIRAS

12 Responses to SE O QUE VALE É A VITÓRIA…

  1. Só agora tive tempo de ver os gols.
    Os 2 gols sofridos pelo Palmeiras foram de chutes a cerca de 25 metros do gol.
    Vamos parar de tapar o sol com a peneira !
    Palmeiras tem que contratar goleiro já.

    • Márcio Trevisan

      Oi, Jair.

      Como disse em resposta a seu comentário anterior: não vi falhas de Weverton nos gols que levamos em Lima/PER.

      Já em outros gols que levamos por aqui…

      Abs.

  2. robertoalfano

    Boa tarde caro Trevisan, ainda bem que entramos no clima da Libertadores, tem que buscar o resultado até o Final, temos que melhorar a marcação!!!!!

    Abraço.

    • Márcio Trevisan

      Olá, Alfano.

      Vc falou bem: entramos no clima da Libertadores.

      Só que não precisamos melhorar apenas a marcação, mas sim o futebol todo.

      Abs.

  3. Ótima, maravilhosa vitória tendo em vista os 3 pontos conquistados na 1ª rodada, e na casa do adversário.
    NÂO ASSISTI O JOGO. !
    Não vi sequer os 5 gols até agora !
    Porém vou fazer 2 comentários sobre o Weverton:_
    1°) No futebol moderno com dezenas de ASPONES dos técnicos mesmo as equipes menores tem analistas de performance de todos os jogadores adversários.
    O Weverton deve ser o recordista Mundial de tomar gols de chutes da intermediária.
    Essa instrução é passada pra TODOS jogadores que enfrentam o Palmeiras.
    Como no futebol moderno os times estão defendendo com 10 jogadores, os chutes da intermediária podem ser imprevisiveis e DECISIVOS.
    2°) Marcio você tem acompanhado no Brasil e no Mundo TODO a quantidade de partidas que estão sendo vencidas em Copas através de disputas de penalidades com defesas sensacionais dos goleiros ?
    Com o Weverton que sequer acerta o canto do gol nas cobranças estamos FU…..pois temos que vencer TODOS os jogos mata-mata nos 90 minutos pra não irmos em hipótese nenhuma pros penaltis
    Abçs

    • Márcio Trevisan

      Olá, Jair.

      Weverton não é mais o mesmo, até porque a idade vem chegando – ele completará 38 anos em dezembro.

      Talvez por isso seu rendimento tenha caído um pouco nos últimos tempos.

      Mas não vi responsabilidade alguma dele nos dois gols que levamos no Peru – os caras acertaram chutes incríveis.

      Já em relação à disputa de pênaltis, concordo contigo: nossa única chance são os cobradores adversários chutarem pra fora ou na trave.

      Abs.

  4. Bom dia, Márcio.

    O que você escreveu abaixo do título da crônica (acho que o nome é linha fina) resume perfeitamente o que foi o jogo:

    “Palmeiras sofre demais contra time fraquíssimo, mas estreia na Libertadores/2025 ganhando no Peru”.

    Peço a sua ajuda para entender algumas dúvidas:

    1. Por que insistir com Felipe Andêrson? Entendamos uma coisa: erramos na contratação. Ele podia ser “o cara” na Lazio, mas no Palmeiras é banco ou terceira opção. Já tentou-se de tudo, mas o digníssimo não decola;

    2. Qual é a do Facundo Torres? O cidadão não cheira e nem fede no time. Está quebrando o galho em uma posição que não é a dele? Bote o cara na posição dele, caramba!

    3. É impressão minha, ou Richard Ríos deu um recado para o Abel depois que fez o gol? Comemorou marrento, do tipo “vai trouxa! Me deixe no banco!”.

    Precisamos melhorar, e muito! Do jeito que está é sofrível assistir aos jogos do Verdão.

    Um abraço.

    Valter

    • Márcio Trevisan

      Valter, salve!

      Vc está certo: o que vem abaixo do título se chama linha fina (quando é escrito em apenas uma linha). Já quando ocupa duas ou mais linhas é chamado de “olho”.

      Vamos às suas respostas:

      1. Por que insistir com Felipe Andêrson? Entendamos uma coisa: erramos na contratação. Ele podia ser “o cara” na Lazio, mas no Palmeiras é banco ou terceira opção. Já tentou-se de tudo, mas o digníssimo não decola;
      R – A explicação oficial é que ele joga pela direita, onde hoje atua Estêvão. Mas, quando começou no Santos/SP, ele era o 10 que deveria ter sido ontem. O que me preocupa mais não é seu pífio desempenho, mas a evidente falta de vontade que ele demonstra. Parece-me claro que ele se arrependeu de ter vindo para o Palmeiras.

      2. Qual é a do Facundo Torres? O cidadão não cheira e nem fede no time. Está quebrando o galho em uma posição que não é a dele? Bote o cara na posição dele, caramba!
      R – Facundo é um jogador comum: nem bom, nem ruim. Por isso, 10 milhões de euros foi grana demais por ele. Mas está, sim, atuando fora de posiçãó, pois é ponta-direita, e não esquerda. Ele só poderá atuar onde mais rende quando Estêvão for embora.

      3. É impressão minha, ou Richard Ríos deu um recado para o Abel depois que fez o gol? Comemorou marrento, do tipo “vai trouxa! Me deixe no banco!”.
      R – Também me pareceu isso, tanto que Abel foi até ele assim que o jogo acabou e lhe disse algumas palavras, creio que de incentivo e de felicitações. Mas é o seguinte: trata-se de um bom jogador, é inegável, mas que prende muito a bola e, por isso, muitas vezes a perde. E aí todos nós sabemos o que acontece, certo?

      Abs.

  5. Heitor Domingues Faílla Junior

    Caro Marcio, algum problema na exibição do conteúdo através dos celulares ?
    Só consigo ver seu blog no meu micro.
    Forte abraço !!!

    UFA !!! Viva o Palestra

    • Márcio Trevisan

      Olá, Heitor.

      Acessei nosso site em três celulares diferentes e todas as páginas abriram normalmente.

      Talvez seja um problema de configuração do seu aparelho.

      Abração.

  6. Bom dia a todos,
    Gostei do jogo , o time não desistiu, brigou até o último minuto, jogou como jogava a 2 anos atrás, sem desistir e conseguiu vencer fora de casa. É assim que tem que ser,não importa se o jogo é fora ou em casa, tem que partir pra cima .Parabéns!, Parabéns Palmeiras!
    Grato!

    • Márcio Trevisan

      Olá, Eduardo.

      Também vi este ponto positivo. Mas o futebol ainda estamos devendo.

      Talvez seja uma questão de tempo de adaptação para uma equipe que foi bastante modificada.

      Abs.

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