Mesmo fora da Copa do Brasil, Verdão prova que não precisa ter medo de ninguém
WEVERTON – 5,5
SATISFATÓRIO
Se fez uma ou duas defesas simples em todo o jogo foi muito. Na prática, apenas assistiu à partida.
GUSTAVO GÓMEZ – 6,5
MUITO BOM
Sem muito o que fazer defensivamente, já que o adversário só se defendia, destacou-se mais na saída de jogo e no campo de ataque.
VÍTOR REIS – 7,5
ÓTIMO
Mais uma atuação de encher os olhos. Fez o gol – o qual a incompetente assistente Maíra Moreira tentou anular – e ainda mal deixou Pedro tocar na bola.
MURILO – 6
BOM
Bons desarmes, boas antecipações, uma bola tocada na trave. Mas também cometeu um pênalti infantil absurdamente não marcado.
MAYKE – 6
BOM
Vinha sendo uma boa opção ofensiva até se machucar de novo. Quase fez um golaço quando o placar ainda estava em branco.
ANÍBAL MORENO – 6
BOM
Sua missão era anular Arrascaeta, a qual cumpriu. Saiu por cansaço no segundo tempo.
RAPHAEL VEIGA – 5,5
SATISFATÓRIO
Teve, no máximo, uns 10 minutos de bom futebol. Mas, como quase sempre acontece, aceitou a marcação de Pulgar.
FELIPE ÂNDERSON – 6
BOM
Disputava sua melhor partida desde que chegou, mas levou uma bolada no olho e, depois, ficou perdido em campo. Teve de sair.
CAIO PAULISTA – 6,5
MUITO BOM
Enfim, uma atuação que ao menos explica sua contratação. Cruzou a bola para o gol de Vítor Reis e não deu espaço a quem apareceu em seu setor.
RONY – 6
BOM
Atormentou os defensores flamenguistas lutando por todas as bolas, mas lhe faltou um maior poder de finalização.
FLACO LÓPEZ - 6
BOM
Fez um belo gol de cabeça anulado pelo VAR (mas, sinceramente, não sei se ele estava de fato impedido). Porém, este foi o único lance em que se destacou em todo o jogo.
ABEL FERREIRA – 6,5
MUITO BOM
Após o empate com o Inter/RS, domingo passado, escolhi o título “Empate Sabor Vitória” pelos motivos que descrevi naquela crônica pós-jogo. Hoje, poderia ter feito um jogo de palavras semelhante e adotado o título “Vitória Sabor Derrota” para este texto, e por motivos tão óbvios que se faz desnecessário explicá-los.
Mas optei pelo que você leu acima e explico por quê: nesta noite, apesar de termos sido eliminados da Copa do Brasil, jogamos como Palmeiras. E quando isso acontece, nem sempre conseguimos vencer, é verdade, mas todas as vezes jogamos pra vencer. Então, mesmo que este 1 a 0 sobre o Flamengo/RJ não tenha sido suficiente para que seguíssemos em busca do quinto título na competição, o orgulho de termos visto uma equipe honrando as nossas tradições ameniza, pelo menos para mim, em muito a dor desta eliminação.
A forma como nosso time atuou na Arena Palestra Itália provou a muitos, e principalmente ao nosso treinador, que mesmo quando temos pela frente um adversário que nos é superior não precisamos nos acovardar, como aconteceu no encontro da semana passada. Aliás, se tivéssemos tido apenas um pouquinho mais de coragem no Maracanã, talvez neste momento seríamos nós quem estaríamos comemorando a classificação.
Por falar em Abel Ferreira, devo reconhecer seus méritos na escolha do esquema tático e na escalação iniciais. Ao optar pelo 3-5-2, ele deixou o Palmeiras muito mais sólido defensivamente e, ao mesmo tempo, mais eficaz no aspecto ofensivo, já que Mayke e Caio Paulista tiveram muito mais condições para atacar. Mas a grande sacada do portuga foi a montagem do nosso meio-campo: se mantivesse Zé Rafael, o setor de criação ficaria, de novo, exclusivamente a cargo de Veiga que, como sabemos, nunca se destaca quando tem Pulgar fungando em seu cangote. Daí que presença de Felipe Ânderson aumentou a qualidade no setor e foi a principal responsável pelo sufoco que impusemos ao melhor time do País. Aliás, se ele não tivesse levado a bolada no olho…
Diante disso tudo, prezado palmeirense, o que fica são duas importantíssimas lições: a primeira é que sempre que o Palmeiras jogar como Palmeiras, o Palmeiras terá muito mais chances de atingir seus objetivos; e a segunda é que uma atuação como a desta noite tem tudo para devolver à equipe a confiança parcialmente perdida nas últimas semanas, algo que será essencial às duas outras batalhas que ainda teremos neste ano.
MARCOS ROCHA – 6
BOM
Com ele no lugar de Mayke, fomos menos efetivos no apoio, mas melhoramos na marcação.
RICHARD RÍOS – 5
REGULAR
Só entrou porque Aníbal não aguentou ficar até o fim. Mas então o Flamengo/RJ já se defendia ainda mais.
VANDERLAN – 5
REGULAR
Não entendi por que ele entrou, pois Caio Paulista estava muito bem. Isso fez com que perdêssemos força ofensiva.

LÁZARO – 5
REGULAR
Atrapalhou? Não. Ajudou? Não. Ou seja: nem cheirou, nem fedeu.
GABRIEL MENINO – 6
BOM
Claro que havia outras opções para o lugar de Felipe Ânderson, como Rômulo ou até mesmo Dudu, mas acabou tendo uma boa partida tanto defensiva quanto ofensivamente. No fim, quase fez o gol que levaria a decisão da vaga para os pênaltis.
FOTOS: CESAR GRECO/AG.PALMEIRAS





























10/08/2024 at 12:56
Boa tarde,
Temos bons jogadores, mas não temos um craque no time,o nosso craque na minha opinião é o técnico Abel Ferreira.
11/08/2024 at 15:24
Olá, Eduardo.
Concordo com vc. E a prova disso é que o melhor jogador do nosso time é um garoto de 17 anos.
Abs.
08/08/2024 at 13:19
Boa tarde caro Trevisan, muito boa sua crônica pois o Palmeiras mostrou a raça que a muito não ocorria, espero que sirva de lição principalmente no primeiro jogo da Libertadores !!!
Abraço.
09/08/2024 at 0:29
Olá, Alfano.
Agradeço o elogio.
Essa é a minha esperança também. Se jogarmos como podemos, sabemos e devemos, até poderemos ser eliminados pelo Botafogo/RJ, pois eles têm um bom time e um bom treinador, mas com certeza também teremos boas chances de classificação.
Abs.
08/08/2024 at 9:05
Bom dia, Márcio.
O sonho que tive não se concretizou, é verdade, mas tenho o mesmo sentimento descrito por você na sua avaliação do Abel. Aliás, confesso que não entendi o porquê do 3 para Abel.
O motivo para você ter classificado Abel como “Péssimo” foi devido ao jogo medroso no Maracanã? Pergunto, porque acredito que ele conseguiu transmitir ao nosso elenco, que é inferior ao do Flamengo/RJ, a confiança que ele precisava para jogar como jogou ontem.
Estamos eliminados, mas enxergo o copo meio cheio. Acredito que seremos muito mais competitivos na Libertadores e teremos um desempenho bem melhor do que vínhamos tendo até ontem.
Usemos a Copa do Brasil como aprendizado para juntar os cacos e reconstruir nossa estrutura.
Um abraço.
Valter
09/08/2024 at 0:27
Valter, salve!
A explicação para a nota 3 e para a avaliação “péssimo” para Abel Ferreira após o segundo jogo contra o Flamengo/RJ é bastante simples: que assim o classificou cometeu o erro de não apagar uma nota e uma avaliação anteriores. Ou seja: foi um tremendo de um vacilo deste seu amigo.
A avaliação e a nota corretas são “muito bom” e “6,5″, respectivamente. Peço desculpas pelo erro cometido.
Quanto a nosso futuro, concordo com o que você escreveu, mas há um detalhe primordial para que as coisas voltem a melhorar a partir de agora: não podemos, de jeito nenhum, perder pros caras no domingo.
Abs.
08/08/2024 at 7:44
Amigo Palmeirense Marcio
Não existe”decisão da vaga para os pênaltis”
O correto é “derrota da vaga nas disputas dos pénaltis”
Abçs
09/08/2024 at 0:22
Olá, Jair.
Sou obrigado a concordar contigo.
Depois de perder 7 das 8 últimas decisões, não há como negar.
Abs.