À ESPERA DA ESTREIA

No segundo jogo do ano, Palmeiras vence de novo. E sem de novo jogar nada.

CARLOS MIGUEL: MUITO  BOM
NOTA 6,5

Na noite em que o Palmeiras se despediu de um dos mais importantes goleiros de sua história, o novo titular absoluto da posição passou o jogo todo sem ter muito trabalho. Mas, nos últimos minutos, garantiu nossa vitória com duas ótimas defesas. E acabou como o melhor do time, ao lado de Allan.

KHELLVEN: REGULAR
NOTA 5

Assim como o outro lateral-direito da equipe, é ruim de dar ódio. Hoje, só não leva nota e avaliação negativas porque, ainda que sem querer, evitou com as costas um gol certo do Santos/SP. 

 

MURILO: SATISFATÓRIO
NOTA 5,5

Depois do que não jogou contra a Lusa, surpreendeu-me sua presença entre os titulares. Não é preciso muita coisa para tomar conta do horrendo Thaciano e, talvez por isso, hoje não tenha ido mal.

GUSTAVO GÓMEZ – SATISFATÓRIO
NOTA 5,5

Atuação discreta, mas segura. Foi bem sobretudo pelo alto.

PIQUEREZ – REGULAR
NOTA 5

Bem longe do lateral que apoia constantemente. Nesta noite, ficou só na marcação, sobretudo após a entrada de Robinho Jr.

EMI MARTÍNEZ: REGULAR
NOTA 5

Cabeça-de-área das antigas, fez o trabalho de faxina à frente da zaga. É jogador para compor o grupo, e isso sendo bem bacana com ele.

ANDREAS PEREIRA – SEM AVALIAÇÃO
SEM NOTA

Jogou apenas 12 minutos, sem tempo para ser analisado. 

RAPHAEL VEIGA: SATISFATÓRIO
NOTA 5,5

Se comparado ao que jogou em 2025, até que hoje deu pro gasto. Mas não aguentou nem 60 minutos em campo.

ALLAN – MUITO BOM
NOTA 6,5

Bom começo de ano deste rapaz. Mais uma vez buscou o combate direto, mostrou habilidade. Começou e encerrou a jogada do nosso gol.

FLACO LÓPEZ – BOM
NOTA 6

Teve um bom primeiro tempo, dando o passe para o gol de Allan e protagonizando outro bons lances. Mas, na etapa final, “morreu” fisicamente e terminou o clássico se arrastando

RIQUELME FILLIPI – BOM
NOTA 6

Claro que de um jovem habilidoso como ele sempre se espera muito no aspecto ofensivo, algo que ele não mostrou nesta quarta-feira. Mas, taticamente, teve um papel importantíssimo na ajuda à marcação pelo seu setor.

ABEL FERREIRA: BOM
NOTA 6

Meus amigos.

Sou um jornalista-raiz. É por isso que não gosto de muita expressão que existe no futebol de hoje, como “um contra um”, “terceiro terço”, “espaço futuro”, “hat-trick”, “compactação”, “jogo reativo”, “box-to-box”, “mapa de calor” e uma porção de outras asnices que meus colegas despejam sobre quem os vê, lê ou ouve na intenção de lhes passar a imagem de que possuem uma cultura acima da média – quando, na verdade, a maioria deles não passa de cacatuas. Isso sem que eu fale, claro, das sempre horrendas terceiras camisas – mas por estas vocês já conhecem o desprezo que sinto, sobretudo quando não são verdes ou brancas.

Justamente por ser “das antigas”, também não engulo esta história de que por estarmos em início de temporada os jogadores não conseguem render nem um mínimo do que poderiam. Se isso fosse verdade, sempre teria sido assim, e não me parece que os craques do passado tivessem idêntico comportamento quando começavam os anos. E não estou falando apenas de Ademir da Guia, César Maluco ou Leivinha, mas também de Edmundo, Evair ou Alex. 

Então, sei que no futebol atual o que importam são os três pontos, mas nem por isso vou ficar satisfeito com a bola que o Palmeiras mostrou nestes dois primeiros jogos de 2026. Ganhamos os dois? Sim, mas jogando o quê? Outros times estão mostrando mais futebol do que o nosso? Não, mas isso não me interessa. O que me importa é que a minha equipe mostre, se não tudo, pelo menos alguma coisa interessante – e não consegui ver nada disso nem no sábado, contra a Portuguesa Desp./SP, e nem hoje, contra o Santos/SP. 

Os mais de 21 mil palmeirenses que foram até a longínqua e de difícil acesso Barueri/SP e enfrentaram mais um pé d’água característico do Verão paulistano podem até ter ficado satisfeitos com a esquelética vitória no Clássico da Saudade, mas mereceriam pelo menos um futebolzinho um pouco melhor que fosse. 

Já passou da hora do Palmeiras estrear em 2026.

LARSON: BOM
NOTA 6

É muito cedo para estourarmos rojões, pois se trata de alguém muito jovem. Mas entrou no lugar de Andreas Pereira e ninguém na Arena Barueri sentiu falta do titular.      

VÍTOR ROQUE: SATISFATÓRIO
NOTA 5,5

Começou no banco porque teve um leve problema médico durante a semana. Após sua entrada, nossa presença ofensiva melhorou um pouco, mas nem de longe lembrou o camisa 9 que foi em 2025. Mesmo assim, deu um gol de presente para Luighi, que conseguiu perder na frente de Brazão.  

LUÍS PECHECO: REGULAR
NOTA 5

Outro cara que tem muito futuro e que parece saber aproveitar as chances que tem recebido. Entrou no lugar de Emi Martínez e deu conta do recado.

ERICK BELÉ – RUIM
NOTA 4,5

Entrou no fim – já aos 36 da etapa final -, mas como o clássico foi até os 53 minutos teve 17 deles para realizar pelo menos uma jogada que fosse. E não realizou nada.

LUIGHI – MUITO RUIM
NOTA 4

Não quero nem saber que ele é jovem e ainda tem muito a crescer: é inadmissível que um jogador profissional perca o gol que ele perdeu aos 45 do segundo tempo de um clássico no qual a vitória não estava garantida. Aliás, não fosse Carlos Miguel e o carinha aí de cima estaria carregando agora o peso de ter feito a m…. que fez. Quando o vi chutando em cima de Brazão, me lembrei do Rony – socorro!!!

IMAGENS: FÁBIO MENOTTI/AG. PALMEIRAS

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